segunda-feira, 25 de junho de 2012

Como estudar sem a perspectiva de saída do edital??



Como em qualquer projeto, o concurseiro precisa de uma série de boas manobras táticas em seu caminho rumo à aprovação. E será mesmo que a ausência de edital publicado, com as “regras do jogo”, tornaria o preparo algo inócuo? Defendemos que não.

O edital, a famosa “lei do concurso”, é um parâmetro do que, de fato, será cobrado; ele, porém, é um aferidor de capacidades que o concurseiro terá de exibir no processo seletivo, não todo o arsenal de informações que um concurseiro pode – e deve – agregar para poder desempenhar bem o seu cargo. Daí que o edital, em si mesmo, não é imprescindível para o concurseiro sério e disciplinado. Como, então, estudar e se preparar sem edital na praça?

Antes de passar algumas dicas a respeito de como estudar sem um edital, permita-me fazer uma observação. Tática é o emprego de forças; estratégia, apesar da grande profusão do termo, sobretudo no meio empresarial, é o emprego de soldados (do grego stratos). Então entendo que o mais apropriado é dizer que deve ocorrer um emprego tático de manobras para conseguir o resultado almejado nos concursos públicos.

TÁTICA DO ESTUDO PELA MÉDIA - Essa tática é válida quando o candidato usa da prática de estudar para vários concursos ao mesmo tempo. Se a meta dele, por assim dizer, é ir para a área de Magistratura, existem matérias indispensáveis para alcançar o objetivo, além de leis e jurisprudência específicas. Assim sendo, o candidato a uma área – não apenas a determinado cargo – deve pegar a média de matérias cobradas e, ao chegar finalmente o edital, estudar as restantes, como uma adaptação.

TÁTICA DO ESTUDO DAS MATÉRIAS COMUNS - Há as matérias que se constituem em verdadeiras “figurinhas tarimbadas” de qualquer exame. Ora, se quero um cargo público, necessariamente preciso passar pelas duas mais cobradas em qualquer exame ao serviço público: Direito Constitucional, por lidar diretamente com direitos fundamentais ao cidadão, e Direito Administrativo, justamente por trazer elementos indispensáveis ao exercício do cargo, emprego ou função pública. Para qualquer concurso, não deixe de estudar – bem – as matérias fundamentais.

TÁTICA DO PORTUGUÊS - Não, não é a tática fornecida pelo seu Manoel. A tática do português é simples: para poder se comunicar com o examinador, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para interpretar as questões objetivas, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para ir bem na parte de Português, em Conhecimentos Gerais, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Estudar Português é fundamental para qualquer exame. Conhecer de gramática, regência verbal, acentuação, pontuação: quem quiser um cargo público precisa saber se comunicar.
 
 Essas são algumas das principais táticas de estudo sem edital. Concurseiro prevenido nunca pode ser pego de surpresa, nem ser ingênuo demais para esperar um edital ser publicado e só aí usar de quarenta a cinquenta dias para estudar. Não pense ele que vai conseguir alguma coisa, nessa trajetória rumo à investidura.

Agora é só começar ou recomeçar a estudar!!

Bons estudos

Rafa

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Segunda-feira é dia de recomeçar a estudar!!






Obviamente todas as mulheres, em algum momento de suas vidas, já começaram um bom regime em uma segunda-feira. É emblemático afinal e logo após um final de semana de muitas comidas gostosas sempre procuramos nos motivar com a ideia de que segunda-feira é dia de recomeçar.

À par da idiocrasia que um regime iniciado hoje pode trazer se não for lastreado por uma verdadeira reeducação alimentar e propositado com reais considerações a respeito da mudança de hábitos, recomeçar é necessário, e agora falarei exclusivamente dos Concursos Públicos.

Hoje é sim dia de recomeçar e você tornar a segunda-feira um dia bem além das falsas promessas. Um dia em que seus sonhos começam a se concretizar. Um dia em que sua grade de estudos começa ser cumprida com afinco e que você se torna responsável pela realização do seu próprio futuro.

Tudo isso pode acontecer se você se conscientizar da importâncias que suas próprias atitudes têm em relação ao seu futuro.

Não, não é o mero estabelecimento da segunda-feira como dia de recomeço que fará você perder aqueles quilinhos que te perseguem.

Os quilinhos de não cumprir o edital dos sonhos que há tanto tempo você planeja.

Os quilinhos de não estudar com o compromisso de realmente se preparar para o certame, se antecipando à publicação do edital.

Os quilinhos de não treinar exercícios de provas anteriores, porque “supostamente” a Banca Examinadora pode mudar e você “perderá” tempo de estudo.

E, porque não, os quilinhos de não praticar exercícios físicos por entender que tal tarefa é “menos” importante no contexto da sua preparação.

Hoje é dia de recomeçar de se questionar até quando irá enganar a si mesmo, ou, conforme o caso, de renovar as energias para uma vigorosa semana de estudos e de dedicação.

Lembrem-se que assim como qualquer pesinho extra que você eventualmente tenha, nada é permanente e com esforço e controlando os “excessos” (alimentares e acadêmicos) sua meta tem toda a possibilidade do mundo em ser cumprida.

 Anime-se pois mais uma segunda-feira chegou e com ela todas as possibilidades emblemáticas ou não de recomeçar! Se visualize sem os quilinhos extras e se conscientize sobre seu próprio futuro profissional! Só depende de você que aquela roupa que você tanto gosta (ou a posse no cargo dos seus sonhos) vista perfeitamente no seu corpo!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Depoimento de um aprovado no concurso da Advogacia Geral da União (AGU)




Nome: Ubirajara Casado

Cargo atual: Advogado da União.

Idade: 32

Situação familiar: Casado, com dois lindíssimos filhos. Moro com esposa e filhos.

Cidade onde mora/lotação: Moro em João Pessoa/PB, contudo, atuo na Procuradoria Seccional da União em Campina Grande.

Cargos ocupados anteriormente: Técnico Judiciário do TRE/PE, Assessor Jurídico da PGE/PB e Analista Judiciário do TRT/RN.

Formação: Direito pela UFPB.

Concursos aprovados anteriormente: Técnico Judiciário do TRE/PE, Assessor Jurídico da PGE/PB, Procurador do Município de Recife e Analista Judiciário do TRT/RN.

Data de aprovação no cargo atual: maio de 2006

Quando começou a se preparar para o concurso atual: na verdade, não houve uma data específica de preparação para o concurso atual, comecei minha preparação para os concursos ainda na faculdade (Técnico e Analista dos Tribunais) e o cargo atual foi consequência de um acúmulo de conhecimentos adquirido ao longo do percurso.

Como estudou:
- montou planejamento? Sim, montei uma planejamento denominado “Operação AGU” (é engraçado lembrar!). Dividi todo o edital do último concurso da AGU em pontos de matéria, escolhi um bom manual de cada disciplina e lia 100 páginas por dia até completar todos os livros que havia eleito para a preparação. Anotava toda a jurisprudência nas páginas dos livros com os assuntos correlatos e lia muita lei seca.

- fez cursinho? Não, nenhum.

- estudou em grupo? Não, sozinho.

- estudava em biblioteca? Não, em casa.

- estudava quantas horas por semana? Não sei ao certo, o meu foco era vencer as 100 páginas por dia e, dependendo da matéria, eu era rápido ou lento na leitura.

Houve momentos de desânimo? Sim, normalmente, todo projeto a longo prazo, principalmente os intelectuais, nos levam à fadiga e a vontade de desistir. Alguns dias surtava e dizia: “Hoje eu não vou ler absolutamente nada!”, ia ao cinema, descansava a mente e depois retornava ao batente. As páginas não lidas tinham que ser compensadas no dia seguinte!

Chegou a pensar que não passaria? Não, a certeza da aprovação é um ponto absolutamente indispensável para que se mantenha o foco na preparação. Se você tem dúvida se vai passar, então não vai passar. Quem pode lhe reprovar é a banca, não você! Eu me aprovei em todos os concursos que fiz, por vezes a banca me reprovava, mas isso era só um detalhe!!!

Principais dificuldades. Quais foram? Construir uma rotina de estudos. Nos primeiros momentos, 100 páginas eram uma utopia, depois se tornaram reais, em momento posterior prazerosas e no último estágio até ultrapassava com facilidade esse limite.

O que fez para superar as dificuldades? A vontade de ocupar um cargo de status da Advocacia Pública, a estabilidade e possibilidade de enfrentar, no processos, os temas relevantes para o país foram os fatores que me encorajavam a manter o foco. Manter a disciplina para cumprir o plano de estudos é a melhor atitude para superar as dificuldades.

Algum detalhe do dia da prova a mencionar: Sem ansiedade ou nervosismo, eles não ajudam em nada. Escrevi, via twitter, recentemente: “Cuidado com a ansiedade, ela faz você comer demais (engordar), gastar demais (- $) e estudar de menos (não passar), nãoi serve para nada!” pensando justamente nos momentos de preparação e enfrentamento de provas de concurso.

Contexto de aprovação:
- como soube da notícia? Estava trabalhando no momento e recebi a ligação de minha esposa parabenizando.

- onde estava? No trabalho.

- o que sentiu no momento em que recebeu a notícia? Sensação de dever cumprido!

- o que fez em seguida? Agradeci a Jesus pela benção alcançada.

- como foi a comemoração? Culto em ação de graças e jantar com esposa e familiares.

- outros detalhes que queira mencionar sobre o contexto da aprovação: É viciante!!!

Conselho aos candidatos:
O que diria para alguém que estivesse começando a estudar para concursos e lhe pedisse um conselho? Sem tentar esgotar os conselhos eu diria: escolha um cargo, converse com alguém que ocupa o cargo que você escolheu, monte um projeto de estudos, seja fiel ao seu projeto, seja inteligente ao estudar, procure informações de qualidade com pessoas sérias. Converse com pessoas que estão trabalhando com concursos, de preferência, as que já passaram por ele, aprender com os erros dos outros é essencial para encurtar a caminhada.

O que diria para alguém que estivesse já estivesse estudando há algum tempo e lhe pedisse um conselho? Igualmente sem intenção de esgotar o assunto: procure conselhos para saber se o seu projeto de estudos é adequado ao cargo que você almeja, adapte-o sendo o caso e mantenha o foco no planejamento. Isso é fundamental!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O que é "estudar sério" para concursos públicos?




Não é difícil perceber que ultimamente tem sido utilizada com alguma frequência a expressão “estudar sério” para concursos públicos, enquanto adjetivação de uma modalidade de comportamento de candidatos. Assim, os candidatos a concursos públicos poderiam ser classificados entre os que estudam de forma séria e os demais que não estudam observando esta condição.

E você, estuda de forma séria? O que significa se preparar para concursos com seriedade?

Para responder esta pergunta é preciso primeiramente definir o sentido da presente ideia. Porém, naturalmente que cada um tem o direito de definir o que seria estudar de forma séria na sua própria visão. Apesar disto, é possível estabelecer algumas compreensões universais, sendo este um dos objetivos do texto.

Assim, algumas características que podem compor o conceito de levar a sério o estudo para concursos :

- estar comprometido com o processo de preparação;

- ter disciplina, no sentido de cumprir aquilo que foi estabelecido;

- saber o que fazer a cada dia;

- encarar a preparação como um objetivo de longo prazo, sem se pautar pelos imediatismos ilusórios;

- desconfiar de soluções apresentadas como fórmulas mágicas, que prometam o sucesso cognitivo, sem a devida e necessária implementação de esforços;

- não estar em busca de caminhos fáceis, em termos de soluções que prometam a fórmula mágica do sucesso intelectual;

- estar disposto a sacrifícios, no sentido de abrir mão de convites e atividades de lazer e diversão;

- ter a devida e necessária preocupação com a gestão do tempo, bem como o seu aproveitamento de forma adequada e evitando desperdícios.

Sem prejuízo da identificação de outras características, muitas vezes o comportamento pautado pela falta de disposição para levar o estudo a sério já se manifesta nos momentos iniciais. E um aspecto importante é que, geralmente, por uma série de motivos, é justamente nestes momentos iniciais de qualquer atividade que o nível de disposição para a realização de esforços e assunção de custos tende a ser maior.

Um exemplo emblemático consiste na montagem do planejamento. Muitos candidatos querem um planejamento de estudos num estalar de dedos, sem qualquer esforço para a organização e reflexão sobre esta etapa fundamental.

E detalhe que atualmente há um forte consenso no sentido da indispensabilidade do planejamento de estudos.

Assim, montar um plano de estudos não é apenas fazer um “quadrinho de horários” no papel ou numa planilha. Por mais que se queira simplificar esta relevante etapa, a qual irá guiar o candidato em todo o seu processo de preparação, é necessária a identificação de diversas variáveis e estimativas.

Exatamente no sentido de cumprir com o referido papel se estrutura a metodologia que venho trabalhando e aperfeiçoando, a qual tem colhido vários frutos e resultados em termos de candidatos aprovados.
Com a referida metodologia, uma série de variáveis objetivas, relacionadas ao concurso pretendido, e subjetivas, considerando as particularidades do candidato, são consideradas. E a partir daí, se estabelece não apenas uma grade de horário, de maneira lógica, racional e otimizadora de esforços, bem como metas de curto prazo e mecanismos de monitoramento e controle.

Inclusive de modo a proporcionar a adoção da ideia do “Foco no Processo”, a qual tem como base o estabelecimento e cumprimento de metas de curto prazo, até mesmo no sentido de proporcionar disciplina e minimizar angústias.

No entanto, esta inteligência de planejamento de estudos tem um custo. Isto é, impõe ao candidato um ônus de análise, reflexão e raciocínio, pois não se trata de uma mera grade de horário, montada de forma arbitrária e sem critérios lógicos e racionais.

E daí vem a primeira manifestação da falta de seriedade e disposição quanto à preparação para o concurso público: a preguiça para refletir, raciocinar e se esforçar para montar um verdadeiro, adequado, sério e consistente plano de estudo!

Muitos candidatos desistem da montagem do planejamento de estudo, exatamente em função deste comportamento. Como o sistema contempla a adoção de metodologia consistente, não se tratando de uma mera montagem de grade, o candidato terá que fazer um esforço intelectual mínimo, no sentido da mobilização da inteligência do seu plano de estudo e do fornecimento de um conjunto de dados . E daí, por parte daqueles que não estão dispostos a levar a sério os estudos, vem a desistência ao primeiro obstáculo e mobilização de esforços exigida, ainda que pequena.

A preparação para o concurso público deve ser encarada como um objetivo de longo prazo, a exigir um planejamento consistente e minucioso. Trata-se de um projeto que exige esforço, seriedade, compromisso, disciplina e outros valores, incompatíveis com a pirotecnia que alguns buscam, bem como fórmulas mágicas que tragam o milagre do sucesso cognitivo. Principalmente quando estas fórmulas não contam com qualquer base teórica e fundamento, ou tenham sido apresentadas por aqueles que sequer passaram em algum concurso de disputa e dificuldade elevada.

Sem a intenção de valorizar clichês batidos, a preparação para concursos públicos não é para fracos, preguiçosos e imaturos, que embarcam em “oba-oba” e pirotecnia. É para quem está disposto a ser forte, disciplinado, maduro e agir com seriedade.

E para você, o que é estudar de forma séria? 

Por ROGÉRIO NEIVA 
magistrado, professor e autor de concursos públicos.