Um blog voltado para todos os concurseiros que não desistem dos seus sonhos, que são fiéis nos estudos,focados em Tribunais, área jurídica e OAB.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Polícia Federal: Previsão de 1200 vagas para início de 2013!
Olá concurseiros! Para o ano de 2013 há a previsão de abertura de um novo concurso público da Polícia Federal (PF).
A abertura da seleção, para a contratação de novos policiais, já está
sendo estudada pelo Ministério da Justiça em conjunto com a Casa Civil
da Presidência da República. A oferta prevista é de 1.200 vagas, 450
para escrivão sendo 600 para agente e 150 para delegado.
A autorização do pedido para o novo concurso da PF aguarda trâmite no Ministério do Planejamento. Para os cargos de escrivão e agente da Polícia Federal,
os candidatos necessitam possuir nível superior em qualquer área e
carteira de habilitação (CNH) na categoria B. Em ambos os casos, o
salário inicial é de R$7.818. Para o cargo de delegado da Polícia Federal, a exigência é o bacharelado em Direito e CNH na categoria B. A remuneração inicial é de R$13.672.
A abertura do uma nova seleção, para os cargos de escrivão e delegado da Polícia Federal, dependerá da continuidade do concurso que está suspenso por determinação do STF. Para o cargo de agente da Polícia Federal
também há uma seleção em andamento, porém a vigência poderá expirar no
início de 2013. A previsão é que os aprovados da seleção em andamento
sejam empossados ainda no fim deste ano, inclusive os candidatos ao
cargo de papiloscopista. A expectativa é que com o novo concurso da Polícia Federal,
a corporação aumente seu efetivo em 50% nas fronteiras. Com essa
informação, tudo indica a política atual de lotação inicial nas regiões
de fronteira deve ser mantida.
De acordo com o sindicato da categoria (SinpecPF), há uma necessidade
também de uma valorização e reestruturação na carreira dos servidores
administrativos da PF, na qual está prevista a criação de 2 mil vagas de
nível médio e mais mil vagas de nível superior. A Polícia Federal oferece salário inicial de R$3.203,97 para cargos de nível médio e de R$3.835,32 para os de nível superior.
Bons estudos!!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
APRENDA A FAZER PROVAS
Olá pessoal, o blog teve um pequeno probleminha e ficou parado por uns dias, mas agora voltou com tudo e vai lhe dar mais dicas de como se preparar para os concursos públicos.
Talvez a matéria mais importante que todo concurseiro deveria conhecer
antes de começar a estudar, fosse como “aprender a fazer provas”.
Conheço inúmeras pessoas que estão estudando há muito tempo e ainda não
lograram êxito por conta exatamente de não cultivarem esse interesse, e
devido a essa falha ainda cometem faltas gravíssimas na resolução de
questões.
Quando eu faço esse tipo de questionamento muitos me indagam sobre como e por onde começar: “pois já é difícil estudar tantas disciplinas, imagine então ter que aprender a fazer a prova”, dizem.
Quando eu faço esse tipo de questionamento muitos me indagam sobre como e por onde começar: “pois já é difícil estudar tantas disciplinas, imagine então ter que aprender a fazer a prova”, dizem.
Acredito que o “pulo do gato” é exatamente conhecer primeiramente a
banca a qual prestará o concurso, sendo que a prova é o espelho desse
conhecimento. É através dela que é possível identificar como raciocinam
os examinadores na hora que estão elaborando as questões, criando as
famosas e traiçoeiras “pegadinhas”. De nada vai adiantar ter todo o
conteúdo que o edital exige se não se sabe, por exemplo, que a banca
cobrará na prova objetiva o estilo “certo ou errado” (padrão do Cespe),
descontando pontos de uma resposta certa para cada resposta marcada
errada ou prova objetiva no estilo “múltipla escolha” (padrão da FCC e
ESAF), onde o candidato deverá escolher uma opção correta entre as
apresentadas, que vão de (A) a (D) ou de (A) a (E). Portanto, na dúvida
quanto à resposta correta (prova do Cespe) é preferível não chutar.
Outro ponto bastante positivo em saber fazer prova é capacidade de
“mapear as questões", identificar os itens que as bancas mais gostam de
explorar, conhecer suas características peculiares, palavras
desconhecidas (infere, exceto, salvo etc...) que levam o candidato a
escorregar em “casca de banana”.
Veja o exemplo com atenção:
- A criação de determinado órgão prescinde de autorização legislativa do chefe do Poder Executivo. Qual você marcaria, (C) ou (E)?
Além de escapar das “pegadinhas” o candidato que tem esse domínio das provas, será mais tranquilo, terá um diferencial em relação aos outros candidatos e isso consequentemente pode determinar a sua aprovação em curto prazo.
Veja o exemplo com atenção:
- A criação de determinado órgão prescinde de autorização legislativa do chefe do Poder Executivo. Qual você marcaria, (C) ou (E)?
Além de escapar das “pegadinhas” o candidato que tem esse domínio das provas, será mais tranquilo, terá um diferencial em relação aos outros candidatos e isso consequentemente pode determinar a sua aprovação em curto prazo.
Selecionei 3 dicas importantes que eu uso na minha preparação, acerca de como “aprender a fazer provas”.
1) Seja curioso, investigue toda a prova, seja íntimo dela, leia minuciosamente os enunciados das questões e principalmente crie o hábito de ler todo o edital.
2) Colecione provas organizadas e classificadas por bancas (FCC, CESPE etc), disciplinas (Direito Constitucional, Português etc) temas e subtemas (Direitos e Garantias Fundamentais, pronome, crase etc). Recorte e cole ou digite cada questão e logo abaixo ponha o gabarito e o seu comentário.
3) Aprenda a elaborar e comentar as questões da prova como se fosse o examinador da banca, descubra como ele pensa, dessa forma, além de aprender como é cobrado o conteúdo de um tópico da matéria, ainda será capaz de identificar as “pegadinhas”.
1) Seja curioso, investigue toda a prova, seja íntimo dela, leia minuciosamente os enunciados das questões e principalmente crie o hábito de ler todo o edital.
2) Colecione provas organizadas e classificadas por bancas (FCC, CESPE etc), disciplinas (Direito Constitucional, Português etc) temas e subtemas (Direitos e Garantias Fundamentais, pronome, crase etc). Recorte e cole ou digite cada questão e logo abaixo ponha o gabarito e o seu comentário.
3) Aprenda a elaborar e comentar as questões da prova como se fosse o examinador da banca, descubra como ele pensa, dessa forma, além de aprender como é cobrado o conteúdo de um tópico da matéria, ainda será capaz de identificar as “pegadinhas”.
Pessoal, esqueça esse mito
de que só passa em concurso público quem sabe toda a matéria, pois se
fosse assim seria necessário cursar uma faculdade especializada só para
concurso público. O que faz um candidato ser aprovado numa prova não é
só o conhecimento adquirido (também muito importante), o preparatório,
os livros, mas sim uma série de outros fatores como: técnicas e
estratégias de estudo, o controle da ansiedade através de atividade
física regular, o conhecimento do edital e, sobretudo, o mais
importante, “saber fazer a prova”.
Abração e bons estudos!!!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Como estudar sem a perspectiva de saída do edital??
Como em qualquer projeto, o concurseiro precisa de uma série de boas
manobras táticas em seu caminho rumo à aprovação. E será mesmo que a
ausência de edital publicado, com as “regras do jogo”, tornaria o
preparo algo inócuo? Defendemos que não.
O edital, a famosa “lei do concurso”, é um parâmetro do que, de fato, será cobrado; ele, porém, é um aferidor de capacidades que o concurseiro terá de exibir no processo seletivo, não todo o arsenal de informações que um concurseiro pode – e deve – agregar para poder desempenhar bem o seu cargo. Daí que o edital, em si mesmo, não é imprescindível para o concurseiro sério e disciplinado. Como, então, estudar e se preparar sem edital na praça?
Antes de passar algumas dicas a respeito de como estudar sem um edital, permita-me fazer uma observação. Tática é o emprego de forças; estratégia, apesar da grande profusão do termo, sobretudo no meio empresarial, é o emprego de soldados (do grego stratos). Então entendo que o mais apropriado é dizer que deve ocorrer um emprego tático de manobras para conseguir o resultado almejado nos concursos públicos.
TÁTICA DO ESTUDO PELA MÉDIA - Essa tática é válida quando o candidato usa da prática de estudar para vários concursos ao mesmo tempo. Se a meta dele, por assim dizer, é ir para a área de Magistratura, existem matérias indispensáveis para alcançar o objetivo, além de leis e jurisprudência específicas. Assim sendo, o candidato a uma área – não apenas a determinado cargo – deve pegar a média de matérias cobradas e, ao chegar finalmente o edital, estudar as restantes, como uma adaptação.
TÁTICA DO ESTUDO DAS MATÉRIAS COMUNS - Há as matérias que se constituem em verdadeiras “figurinhas tarimbadas” de qualquer exame. Ora, se quero um cargo público, necessariamente preciso passar pelas duas mais cobradas em qualquer exame ao serviço público: Direito Constitucional, por lidar diretamente com direitos fundamentais ao cidadão, e Direito Administrativo, justamente por trazer elementos indispensáveis ao exercício do cargo, emprego ou função pública. Para qualquer concurso, não deixe de estudar – bem – as matérias fundamentais.
TÁTICA DO PORTUGUÊS - Não, não é a tática fornecida pelo seu Manoel. A tática do português é simples: para poder se comunicar com o examinador, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para interpretar as questões objetivas, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para ir bem na parte de Português, em Conhecimentos Gerais, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Estudar Português é fundamental para qualquer exame. Conhecer de gramática, regência verbal, acentuação, pontuação: quem quiser um cargo público precisa saber se comunicar.
O edital, a famosa “lei do concurso”, é um parâmetro do que, de fato, será cobrado; ele, porém, é um aferidor de capacidades que o concurseiro terá de exibir no processo seletivo, não todo o arsenal de informações que um concurseiro pode – e deve – agregar para poder desempenhar bem o seu cargo. Daí que o edital, em si mesmo, não é imprescindível para o concurseiro sério e disciplinado. Como, então, estudar e se preparar sem edital na praça?
Antes de passar algumas dicas a respeito de como estudar sem um edital, permita-me fazer uma observação. Tática é o emprego de forças; estratégia, apesar da grande profusão do termo, sobretudo no meio empresarial, é o emprego de soldados (do grego stratos). Então entendo que o mais apropriado é dizer que deve ocorrer um emprego tático de manobras para conseguir o resultado almejado nos concursos públicos.
TÁTICA DO ESTUDO PELA MÉDIA - Essa tática é válida quando o candidato usa da prática de estudar para vários concursos ao mesmo tempo. Se a meta dele, por assim dizer, é ir para a área de Magistratura, existem matérias indispensáveis para alcançar o objetivo, além de leis e jurisprudência específicas. Assim sendo, o candidato a uma área – não apenas a determinado cargo – deve pegar a média de matérias cobradas e, ao chegar finalmente o edital, estudar as restantes, como uma adaptação.
TÁTICA DO ESTUDO DAS MATÉRIAS COMUNS - Há as matérias que se constituem em verdadeiras “figurinhas tarimbadas” de qualquer exame. Ora, se quero um cargo público, necessariamente preciso passar pelas duas mais cobradas em qualquer exame ao serviço público: Direito Constitucional, por lidar diretamente com direitos fundamentais ao cidadão, e Direito Administrativo, justamente por trazer elementos indispensáveis ao exercício do cargo, emprego ou função pública. Para qualquer concurso, não deixe de estudar – bem – as matérias fundamentais.
TÁTICA DO PORTUGUÊS - Não, não é a tática fornecida pelo seu Manoel. A tática do português é simples: para poder se comunicar com o examinador, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para interpretar as questões objetivas, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Para ir bem na parte de Português, em Conhecimentos Gerais, conheça e fale corretamente a língua portuguesa. Estudar Português é fundamental para qualquer exame. Conhecer de gramática, regência verbal, acentuação, pontuação: quem quiser um cargo público precisa saber se comunicar.
Essas
são algumas das principais táticas de estudo sem edital. Concurseiro
prevenido nunca pode ser pego de surpresa, nem ser ingênuo demais para
esperar um edital ser publicado e só aí usar de quarenta a cinquenta
dias para estudar. Não pense ele que vai conseguir alguma coisa, nessa
trajetória rumo à investidura.
Agora é só começar ou recomeçar a estudar!!
Bons estudos
Rafa
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Segunda-feira é dia de recomeçar a estudar!!
Obviamente todas as mulheres, em algum
momento de suas vidas, já começaram um bom regime em uma segunda-feira.
É emblemático afinal e logo após um final de semana de muitas comidas
gostosas sempre procuramos nos motivar com a ideia de que segunda-feira é
dia de recomeçar.
À par da idiocrasia que um regime iniciado hoje pode trazer se não for lastreado por uma verdadeira reeducação alimentar e propositado com reais considerações a respeito da mudança de hábitos, recomeçar é necessário, e agora falarei exclusivamente dos Concursos Públicos.
Hoje é sim dia de recomeçar e você tornar a segunda-feira um dia bem além das falsas promessas. Um dia em que seus sonhos começam a se concretizar. Um dia em que sua grade de estudos começa ser cumprida com afinco e que você se torna responsável pela realização do seu próprio futuro.
Tudo isso pode acontecer se você se conscientizar da importâncias que suas próprias atitudes têm em relação ao seu futuro.
Não, não é o mero estabelecimento da segunda-feira como dia de recomeço que fará você perder aqueles quilinhos que te perseguem.
Os quilinhos de não cumprir o edital dos sonhos que há tanto tempo você planeja.
Os quilinhos de não estudar com o compromisso de realmente se preparar para o certame, se antecipando à publicação do edital.
Os quilinhos de não treinar exercícios de provas anteriores, porque “supostamente” a Banca Examinadora pode mudar e você “perderá” tempo de estudo.
E, porque não, os quilinhos de não praticar exercícios físicos por entender que tal tarefa é “menos” importante no contexto da sua preparação.
Hoje é dia de recomeçar de se questionar até quando irá enganar a si mesmo, ou, conforme o caso, de renovar as energias para uma vigorosa semana de estudos e de dedicação.
Lembrem-se que assim como qualquer pesinho extra que você eventualmente tenha, nada é permanente e com esforço e controlando os “excessos” (alimentares e acadêmicos) sua meta tem toda a possibilidade do mundo em ser cumprida.
À par da idiocrasia que um regime iniciado hoje pode trazer se não for lastreado por uma verdadeira reeducação alimentar e propositado com reais considerações a respeito da mudança de hábitos, recomeçar é necessário, e agora falarei exclusivamente dos Concursos Públicos.
Hoje é sim dia de recomeçar e você tornar a segunda-feira um dia bem além das falsas promessas. Um dia em que seus sonhos começam a se concretizar. Um dia em que sua grade de estudos começa ser cumprida com afinco e que você se torna responsável pela realização do seu próprio futuro.
Tudo isso pode acontecer se você se conscientizar da importâncias que suas próprias atitudes têm em relação ao seu futuro.
Não, não é o mero estabelecimento da segunda-feira como dia de recomeço que fará você perder aqueles quilinhos que te perseguem.
Os quilinhos de não cumprir o edital dos sonhos que há tanto tempo você planeja.
Os quilinhos de não estudar com o compromisso de realmente se preparar para o certame, se antecipando à publicação do edital.
Os quilinhos de não treinar exercícios de provas anteriores, porque “supostamente” a Banca Examinadora pode mudar e você “perderá” tempo de estudo.
E, porque não, os quilinhos de não praticar exercícios físicos por entender que tal tarefa é “menos” importante no contexto da sua preparação.
Hoje é dia de recomeçar de se questionar até quando irá enganar a si mesmo, ou, conforme o caso, de renovar as energias para uma vigorosa semana de estudos e de dedicação.
Lembrem-se que assim como qualquer pesinho extra que você eventualmente tenha, nada é permanente e com esforço e controlando os “excessos” (alimentares e acadêmicos) sua meta tem toda a possibilidade do mundo em ser cumprida.
Anime-se pois mais uma segunda-feira chegou e com ela todas as possibilidades emblemáticas ou não de recomeçar! Se visualize sem os quilinhos extras e se conscientize sobre seu próprio futuro profissional! Só depende de você que aquela roupa que você tanto gosta (ou a posse no cargo dos seus sonhos) vista perfeitamente no seu corpo!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Depoimento de um aprovado no concurso da Advogacia Geral da União (AGU)
Nome: Ubirajara Casado
Cargo atual: Advogado da União.
Idade: 32
Situação familiar: Casado, com dois lindíssimos filhos. Moro com esposa e filhos.
Cidade onde mora/lotação: Moro em João Pessoa/PB, contudo, atuo na Procuradoria Seccional da União em Campina Grande.
Cargos ocupados anteriormente: Técnico Judiciário do TRE/PE, Assessor Jurídico da PGE/PB e Analista Judiciário do TRT/RN.
Formação: Direito pela UFPB.
Concursos aprovados anteriormente: Técnico Judiciário do TRE/PE, Assessor Jurídico da PGE/PB, Procurador do Município de Recife e Analista Judiciário do TRT/RN.
Data de aprovação no cargo atual: maio de 2006
Quando começou a se preparar para o concurso atual: na verdade, não
houve uma data específica de preparação para o concurso atual, comecei
minha preparação para os concursos ainda na faculdade (Técnico e
Analista dos Tribunais) e o cargo atual foi consequência de um acúmulo
de conhecimentos adquirido ao longo do percurso.
Como estudou:
- montou planejamento? Sim,
montei uma planejamento denominado “Operação AGU” (é engraçado
lembrar!). Dividi todo o edital do último concurso da AGU em pontos de
matéria, escolhi um bom manual de cada disciplina e lia 100 páginas por
dia até completar todos os livros que havia eleito para a preparação.
Anotava toda a jurisprudência nas páginas dos livros com os assuntos
correlatos e lia muita lei seca.
- fez cursinho? Não, nenhum.
- estudou em grupo? Não, sozinho.
- estudava em biblioteca? Não, em casa.
- estudava quantas horas por semana? Não sei ao certo, o meu foco era vencer as 100 páginas por dia e, dependendo da matéria, eu era rápido ou lento na leitura.
Houve momentos de desânimo? Sim,
normalmente, todo projeto a longo prazo, principalmente os
intelectuais, nos levam à fadiga e a vontade de desistir. Alguns dias
surtava e dizia: “Hoje eu não vou ler absolutamente nada!”, ia ao
cinema, descansava a mente e depois retornava ao batente. As páginas não
lidas tinham que ser compensadas no dia seguinte!
Chegou a pensar que não passaria?
Não, a certeza da aprovação é um ponto absolutamente indispensável para
que se mantenha o foco na preparação. Se você tem dúvida se vai passar,
então não vai passar. Quem pode lhe reprovar é a banca, não você! Eu me
aprovei em todos os concursos que fiz, por vezes a banca me reprovava,
mas isso era só um detalhe!!!
Principais dificuldades. Quais foram? Construir
uma rotina de estudos. Nos primeiros momentos, 100 páginas eram uma
utopia, depois se tornaram reais, em momento posterior prazerosas e no
último estágio até ultrapassava com facilidade esse limite.
O que fez para superar as dificuldades?
A vontade de ocupar um cargo de status da Advocacia Pública, a
estabilidade e possibilidade de enfrentar, no processos, os temas
relevantes para o país foram os fatores que me encorajavam a manter o
foco. Manter a disciplina para cumprir o plano de estudos é a melhor
atitude para superar as dificuldades.
Algum detalhe do dia da prova a mencionar:
Sem ansiedade ou nervosismo, eles não ajudam em nada. Escrevi, via
twitter, recentemente: “Cuidado com a ansiedade, ela faz você comer
demais (engordar), gastar demais (- $) e estudar de menos (não passar),
nãoi serve para nada!” pensando justamente nos momentos de preparação e
enfrentamento de provas de concurso.
Contexto de aprovação:
- como soube da notícia? Estava trabalhando no momento e recebi a ligação de minha esposa parabenizando.
- onde estava? No trabalho.
- o que sentiu no momento em que recebeu a notícia? Sensação de dever cumprido!
- o que fez em seguida? Agradeci a Jesus pela benção alcançada.
- como foi a comemoração? Culto em ação de graças e jantar com esposa e familiares.
- outros detalhes que queira mencionar sobre o contexto da aprovação: É viciante!!!
Conselho aos candidatos:
O que diria para alguém que estivesse começando a estudar para concursos e lhe pedisse um conselho? Sem
tentar esgotar os conselhos eu diria: escolha um cargo, converse com
alguém que ocupa o cargo que você escolheu, monte um projeto de estudos,
seja fiel ao seu projeto, seja inteligente ao estudar, procure
informações de qualidade com pessoas sérias. Converse com pessoas que estão
trabalhando com concursos, de preferência, as que já passaram por ele,
aprender com os erros dos outros é essencial para encurtar a caminhada.
O que diria para alguém que estivesse já estivesse estudando há algum tempo e lhe pedisse um conselho?
Igualmente sem intenção de esgotar o assunto: procure conselhos para
saber se o seu projeto de estudos é adequado ao cargo que você almeja,
adapte-o sendo o caso e mantenha o foco no planejamento. Isso é
fundamental!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O que é "estudar sério" para concursos públicos?
Não é difícil perceber que ultimamente tem sido utilizada com alguma
frequência a expressão “estudar sério” para concursos públicos, enquanto
adjetivação de uma modalidade de comportamento de candidatos. Assim, os
candidatos a concursos públicos poderiam ser classificados entre os que
estudam de forma séria e os demais que não estudam observando esta
condição.
E você, estuda de forma séria? O que significa se preparar para concursos com seriedade?
Para responder esta pergunta é preciso primeiramente definir o sentido da presente ideia. Porém, naturalmente que cada um tem o direito de definir o que seria estudar de forma séria na sua própria visão. Apesar disto, é possível estabelecer algumas compreensões universais, sendo este um dos objetivos do texto.
Assim, algumas características que podem compor o conceito de levar a sério o estudo para concursos :
- estar comprometido com o processo de preparação;
- ter disciplina, no sentido de cumprir aquilo que foi estabelecido;
- saber o que fazer a cada dia;
- encarar a preparação como um objetivo de longo prazo, sem se pautar pelos imediatismos ilusórios;
- desconfiar de soluções apresentadas como fórmulas mágicas, que prometam o sucesso cognitivo, sem a devida e necessária implementação de esforços;
- não estar em busca de caminhos fáceis, em termos de soluções que prometam a fórmula mágica do sucesso intelectual;
- estar disposto a sacrifícios, no sentido de abrir mão de convites e atividades de lazer e diversão;
- ter a devida e necessária preocupação com a gestão do tempo, bem como o seu aproveitamento de forma adequada e evitando desperdícios.
Sem prejuízo da identificação de outras características, muitas vezes o comportamento pautado pela falta de disposição para levar o estudo a sério já se manifesta nos momentos iniciais. E um aspecto importante é que, geralmente, por uma série de motivos, é justamente nestes momentos iniciais de qualquer atividade que o nível de disposição para a realização de esforços e assunção de custos tende a ser maior.
Um exemplo emblemático consiste na montagem do planejamento. Muitos candidatos querem um planejamento de estudos num estalar de dedos, sem qualquer esforço para a organização e reflexão sobre esta etapa fundamental.
E detalhe que atualmente há um forte consenso no sentido da indispensabilidade do planejamento de estudos.
Assim, montar um plano de estudos não é apenas fazer um “quadrinho de horários” no papel ou numa planilha. Por mais que se queira simplificar esta relevante etapa, a qual irá guiar o candidato em todo o seu processo de preparação, é necessária a identificação de diversas variáveis e estimativas.
Exatamente no sentido de cumprir com o referido papel se estrutura a metodologia que venho trabalhando e aperfeiçoando, a qual tem colhido vários frutos e resultados em termos de candidatos aprovados.
E você, estuda de forma séria? O que significa se preparar para concursos com seriedade?
Para responder esta pergunta é preciso primeiramente definir o sentido da presente ideia. Porém, naturalmente que cada um tem o direito de definir o que seria estudar de forma séria na sua própria visão. Apesar disto, é possível estabelecer algumas compreensões universais, sendo este um dos objetivos do texto.
Assim, algumas características que podem compor o conceito de levar a sério o estudo para concursos :
- estar comprometido com o processo de preparação;
- ter disciplina, no sentido de cumprir aquilo que foi estabelecido;
- saber o que fazer a cada dia;
- encarar a preparação como um objetivo de longo prazo, sem se pautar pelos imediatismos ilusórios;
- desconfiar de soluções apresentadas como fórmulas mágicas, que prometam o sucesso cognitivo, sem a devida e necessária implementação de esforços;
- não estar em busca de caminhos fáceis, em termos de soluções que prometam a fórmula mágica do sucesso intelectual;
- estar disposto a sacrifícios, no sentido de abrir mão de convites e atividades de lazer e diversão;
- ter a devida e necessária preocupação com a gestão do tempo, bem como o seu aproveitamento de forma adequada e evitando desperdícios.
Sem prejuízo da identificação de outras características, muitas vezes o comportamento pautado pela falta de disposição para levar o estudo a sério já se manifesta nos momentos iniciais. E um aspecto importante é que, geralmente, por uma série de motivos, é justamente nestes momentos iniciais de qualquer atividade que o nível de disposição para a realização de esforços e assunção de custos tende a ser maior.
Um exemplo emblemático consiste na montagem do planejamento. Muitos candidatos querem um planejamento de estudos num estalar de dedos, sem qualquer esforço para a organização e reflexão sobre esta etapa fundamental.
E detalhe que atualmente há um forte consenso no sentido da indispensabilidade do planejamento de estudos.
Assim, montar um plano de estudos não é apenas fazer um “quadrinho de horários” no papel ou numa planilha. Por mais que se queira simplificar esta relevante etapa, a qual irá guiar o candidato em todo o seu processo de preparação, é necessária a identificação de diversas variáveis e estimativas.
Exatamente no sentido de cumprir com o referido papel se estrutura a metodologia que venho trabalhando e aperfeiçoando, a qual tem colhido vários frutos e resultados em termos de candidatos aprovados.
Com a referida
metodologia, uma série de variáveis objetivas, relacionadas ao concurso
pretendido, e subjetivas, considerando as particularidades do candidato,
são consideradas. E a partir daí, se estabelece não apenas uma grade de
horário, de maneira lógica, racional e otimizadora de esforços, bem
como metas de curto prazo e mecanismos de monitoramento e controle.
Inclusive de modo a proporcionar a adoção da ideia do “Foco no Processo”, a qual tem como base o estabelecimento e cumprimento de metas de curto prazo, até mesmo no sentido de proporcionar disciplina e minimizar angústias.
No entanto, esta inteligência de planejamento de estudos tem um custo. Isto é, impõe ao candidato um ônus de análise, reflexão e raciocínio, pois não se trata de uma mera grade de horário, montada de forma arbitrária e sem critérios lógicos e racionais.
E daí vem a primeira manifestação da falta de seriedade e disposição quanto à preparação para o concurso público: a preguiça para refletir, raciocinar e se esforçar para montar um verdadeiro, adequado, sério e consistente plano de estudo!
Muitos candidatos desistem da montagem do planejamento de estudo, exatamente em função deste comportamento. Como o sistema contempla a adoção de metodologia consistente, não se tratando de uma mera montagem de grade, o candidato terá que fazer um esforço intelectual mínimo, no sentido da mobilização da inteligência do seu plano de estudo e do fornecimento de um conjunto de dados . E daí, por parte daqueles que não estão dispostos a levar a sério os estudos, vem a desistência ao primeiro obstáculo e mobilização de esforços exigida, ainda que pequena.
A preparação para o concurso público deve ser encarada como um objetivo de longo prazo, a exigir um planejamento consistente e minucioso. Trata-se de um projeto que exige esforço, seriedade, compromisso, disciplina e outros valores, incompatíveis com a pirotecnia que alguns buscam, bem como fórmulas mágicas que tragam o milagre do sucesso cognitivo. Principalmente quando estas fórmulas não contam com qualquer base teórica e fundamento, ou tenham sido apresentadas por aqueles que sequer passaram em algum concurso de disputa e dificuldade elevada.
Sem a intenção de valorizar clichês batidos, a preparação para concursos públicos não é para fracos, preguiçosos e imaturos, que embarcam em “oba-oba” e pirotecnia. É para quem está disposto a ser forte, disciplinado, maduro e agir com seriedade.
E para você, o que é estudar de forma séria?
Inclusive de modo a proporcionar a adoção da ideia do “Foco no Processo”, a qual tem como base o estabelecimento e cumprimento de metas de curto prazo, até mesmo no sentido de proporcionar disciplina e minimizar angústias.
No entanto, esta inteligência de planejamento de estudos tem um custo. Isto é, impõe ao candidato um ônus de análise, reflexão e raciocínio, pois não se trata de uma mera grade de horário, montada de forma arbitrária e sem critérios lógicos e racionais.
E daí vem a primeira manifestação da falta de seriedade e disposição quanto à preparação para o concurso público: a preguiça para refletir, raciocinar e se esforçar para montar um verdadeiro, adequado, sério e consistente plano de estudo!
Muitos candidatos desistem da montagem do planejamento de estudo, exatamente em função deste comportamento. Como o sistema contempla a adoção de metodologia consistente, não se tratando de uma mera montagem de grade, o candidato terá que fazer um esforço intelectual mínimo, no sentido da mobilização da inteligência do seu plano de estudo e do fornecimento de um conjunto de dados . E daí, por parte daqueles que não estão dispostos a levar a sério os estudos, vem a desistência ao primeiro obstáculo e mobilização de esforços exigida, ainda que pequena.
A preparação para o concurso público deve ser encarada como um objetivo de longo prazo, a exigir um planejamento consistente e minucioso. Trata-se de um projeto que exige esforço, seriedade, compromisso, disciplina e outros valores, incompatíveis com a pirotecnia que alguns buscam, bem como fórmulas mágicas que tragam o milagre do sucesso cognitivo. Principalmente quando estas fórmulas não contam com qualquer base teórica e fundamento, ou tenham sido apresentadas por aqueles que sequer passaram em algum concurso de disputa e dificuldade elevada.
Sem a intenção de valorizar clichês batidos, a preparação para concursos públicos não é para fracos, preguiçosos e imaturos, que embarcam em “oba-oba” e pirotecnia. É para quem está disposto a ser forte, disciplinado, maduro e agir com seriedade.
E para você, o que é estudar de forma séria?
Por ROGÉRIO NEIVA
magistrado, professor e autor de concursos públicos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Falta de concentração!! Como corrigi-la?
A maior dificuldade que eu tive no início da minha vida de concurseira
foi trabalhar a minha concentração para os estudos, visto que eu tinha
muitos vícios e manias quase irreversíveis, trazidas em grande parte lá
do ensino fundamental e médio, onde não é exigida tanta disciplina como
no estudo para provas de concursos públicos. Entre essas manias estavam:
nunca revisar a matéria, estudar somente no dia da prova, não fazer os
exercícios e sempre procurar um bom motivo para as notas ruins, como
colocar a culpa no professor, por exemplo.
Confesso que demorei a entender que tudo dependia exclusivamente da minha vontade e quanto mais eu adiava isso mais as matérias ficavam confusas na minha mente e consequentemente aumentava a vontade de desistir. Então como resistir às tentações da internet (e-mail, msn facebook, fóruns) TV (programas e filmes reprisados), telefone, passeios e outros desperdiçadores de tempo? Durante muito tempo essa foi uma das muitas perguntas que não se calava na minha árdua rotina de concurseiro.
Confesso que demorei a entender que tudo dependia exclusivamente da minha vontade e quanto mais eu adiava isso mais as matérias ficavam confusas na minha mente e consequentemente aumentava a vontade de desistir. Então como resistir às tentações da internet (e-mail, msn facebook, fóruns) TV (programas e filmes reprisados), telefone, passeios e outros desperdiçadores de tempo? Durante muito tempo essa foi uma das muitas perguntas que não se calava na minha árdua rotina de concurseiro.
Enfim, desenvolvi algumas técnicas que melhoram consideravelmente minha concentração e consequentemente a motivação para suportar longas horas de estudos sem distrações.
Mesmo sendo algo muito particular, destaco algumas delas:
1. Crie metas semanais de estudos a serem cumpridas com horário para começar e terminar. Exemplo: Agende suas principais tarefas diárias (banco, consultas médicas, academia etc.) e logo depois agende as matérias. Só comece a estudar depois que cumprir todas as tarefas (não há concentração que aguente uma agenda lotada de compromissos).
2. Livre da monotonia (nosso cérebro odeia), seja criativo e busque a cada dia diversificar o seu estudo com novas técnicas. Exemplo: crie resumos como se fosse um professor preparando uma aula para seus alunos, elabore várias questões sobre esse resumo e comente cada assertiva com um colega ou, sozinho mesmo, em voz alta.
3. Procure alternar seu local de estudo entre seu quarto, uma biblioteca, a casa de um colega. Exemplo: use seu quarto para leituras e resumos, a biblioteca para simulados de provas e a casa de um colega para simulados de questões.
4. Crie o hábito de anotar o tempo que estuda diariamente (horas líquidas), principalmente se você estuda e trabalha. Use esses dados para servir de orientação para o planejamento das horas de folga durante o dia, os finais de semana e os feriados. Exemplo: 1h pela manhã, 1h no almoço, 1h à noite.
5. Não seja tão radical a ponto se desconectar do mundo. Use os horários de intervalo das aulas para usar a internet (conferir e-mail, orkut, fórum), falar ao telefone e um dia da semana para o lazer (cinema, TV, namorar, passeios, jogos etc.), ou simplesmente não fazer nada (eu recomendo com moderação).
Ter
concentração no estudo para concurso público não é tarefa fácil em meio
a este mundo cheio de distrações e problemas pessoais diversos.
Entretanto, tudo é possível a partir do momento em que se queira
realmente conquistar um objetivo, independentemente de ser um cargo
publico ou não.
"Nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração e auto-sacrifício, esforço e dúvida." (Max Beerbohm)
Então, concurseiros, vamos nos concentrar e estudar!!
Beijos
terça-feira, 22 de maio de 2012
E quando tudo dá errado??
O que fazer quando fazemos tudo, simplesmente tudo aquilo que nos era
possível fazer e ainda assim nos damos mal em um concurso? E, pior
ainda, quando apostamos todas as nossas esperanças nesse bendito
concurso e, no final, as coisas não saem conforme planejamos?
Acredito que todo concurseiro já deve ter passado por isso pelo menos uma vez na vida. Eu mesma já passei por isso.
A gente se prepara com o melhor material, estuda tudo que está no edital pelo menos umas duas vezes e ainda faz umas duas revisões, faz todos os exercícios e provas passadas aplicadas pela banca, mas apesar de todo preparo e dedicação as coisas não acontecem da forma como esperamos. O que pode ter acontecido?
Fazendo uma rápida análise, vi que alguns fatores podem ter influenciado para tudo ter dado errado comigo:
Nervosismo – Esse é um dos principais inimigos do concurseiro sério. O nervosismo na hora da prova tira nossa concentração e compreensão do que está sendo pedido na questão, atrapalha nossa memória. Temos que aprender a controlar nossas emoções e tentar não ficarmos muito nervosos na hora da prova.
Pressão e cobranças – A pressão e a cobrança, não apenas de nossos familiares e amigos, mas de nós mesmos, também podem detonar meses de preparação do concurseiro. Não podemos levar para a prova todo aquele peso de ter que passar no concurso. Quando nos agarramos a um concurso como se ele fosse o último que existisse, colocamos um peso desnecessário sobre os nossos ombros que nos atrapalhará na hora da prova. Quando for fazer uma prova, esqueça as outras pessoas e toas essas pressões e tente não se cobrar.
A prova foi mais difícil do que nós esperávamos – Se a prova está mais difícil do que você pensava, não adianta se desesperar. Lembre-se que está difícil não apenas para você, mas para todos os outros candidatos. Nessa hora temos que ter calma e frieza para raciocinar. Muitas vezes nós até sabemos a resposta, mas achamos que está tudo muito difícil e o desespero domina nossas emoções. Não deixe que isso aconteça. Respire fundo e encare as benditas questões.
Esses são apenas alguns fatores que podem nos atrapalhar na hora da prova adiando a nossa sonhada vitória. O importante é analisar tudo aquilo que não saiu conforme o planejado, como estou fazendo. Estou analisando e tentando entender porque errei tantas besteiras, tantas questões que eu sabia a resposta e marquei errado. Como eu queria muito passar nesse concurso, devo ter colocado pressão demais em mim mesma e isso me atrapalhou bastante.
Acredito que todo concurseiro já deve ter passado por isso pelo menos uma vez na vida. Eu mesma já passei por isso.
A gente se prepara com o melhor material, estuda tudo que está no edital pelo menos umas duas vezes e ainda faz umas duas revisões, faz todos os exercícios e provas passadas aplicadas pela banca, mas apesar de todo preparo e dedicação as coisas não acontecem da forma como esperamos. O que pode ter acontecido?
Fazendo uma rápida análise, vi que alguns fatores podem ter influenciado para tudo ter dado errado comigo:
Nervosismo – Esse é um dos principais inimigos do concurseiro sério. O nervosismo na hora da prova tira nossa concentração e compreensão do que está sendo pedido na questão, atrapalha nossa memória. Temos que aprender a controlar nossas emoções e tentar não ficarmos muito nervosos na hora da prova.
Pressão e cobranças – A pressão e a cobrança, não apenas de nossos familiares e amigos, mas de nós mesmos, também podem detonar meses de preparação do concurseiro. Não podemos levar para a prova todo aquele peso de ter que passar no concurso. Quando nos agarramos a um concurso como se ele fosse o último que existisse, colocamos um peso desnecessário sobre os nossos ombros que nos atrapalhará na hora da prova. Quando for fazer uma prova, esqueça as outras pessoas e toas essas pressões e tente não se cobrar.
A prova foi mais difícil do que nós esperávamos – Se a prova está mais difícil do que você pensava, não adianta se desesperar. Lembre-se que está difícil não apenas para você, mas para todos os outros candidatos. Nessa hora temos que ter calma e frieza para raciocinar. Muitas vezes nós até sabemos a resposta, mas achamos que está tudo muito difícil e o desespero domina nossas emoções. Não deixe que isso aconteça. Respire fundo e encare as benditas questões.
Esses são apenas alguns fatores que podem nos atrapalhar na hora da prova adiando a nossa sonhada vitória. O importante é analisar tudo aquilo que não saiu conforme o planejado, como estou fazendo. Estou analisando e tentando entender porque errei tantas besteiras, tantas questões que eu sabia a resposta e marquei errado. Como eu queria muito passar nesse concurso, devo ter colocado pressão demais em mim mesma e isso me atrapalhou bastante.
Algumas
vezes as coisas fogem do nosso controle e aquilo que tinha tudo para
dar certo, simplesmente dá errado. Nessas horas, temos que nos recompor e
analisar aquilo que deu errado para não cairmos no mesmo erro
novamente. Independente de qualquer coisa, acredito que tudo tem uma
razão para ser e nada acontece por acaso. Então, se não fui bem em um
concurso, é porque existe algo melhor reservado para mim. Pode ser que
pensar assim seja apenas desculpa, mas pelo menos me conforta e me dá
ânimo para seguir adiante. Sempre há esperança!
Por isso, caro concurseiros, não desistam dos seus sonhos, apenas eliminem esses fatores para não lhe prejudicar no dia da prova.
Bons estudos para todos.
Rafa
terça-feira, 15 de maio de 2012
AFINAL DE CONTAS, QUE LIVROS COMPRAR??
Esse é um velho conhecido problema dos concurseiros. Se há alguns anos
esse problema era decorrente do pequeno número de títulos voltados para o
estudo para concursos públicos nas livrarias, hoje advém da enorme
quantidade de títulos. Lembro-me como hoje quando comecei a estudar para
concursos públicos e fui a uma famosa livraria no shopping Recife.
Perguntei a um dos vendedores onde ficavam os livros para concursos
públicos e o cara me apontou uma prateleira rente ao chão e ainda por
cima disse "é da metade para cá". Hoje na mesma livraria há uma seção
inteira dedicada a livros concurseiros com algumas centenas de títulos. Daí percebemos o quanto a procura por uma aprovação em concursos públicos tem crescido de uns tempos para cá.
Ontem uma amiga chamada Tatiana me pediu ajuda de como estudar para concursos públicos. Ainda lembro-me da frase me chamando no bate papo do facebook: - RAFA, POR FAVOR, ME AJUDE! Como devo estudar, quais livros devo comprar?? Estou perdida!!! Infelizmente não deu para responder, pois a conexão estava ruim. Então resolvi criar este post para ajudar você, Tati, e muitos outros que estão começando a luta nessa vida de concurseiros.
Já criei bastante post sobre planejamento, rotina, disciplina, motivação. Este agora será de indicações de livros, pois eles são de extrema importância rumo à aprovação. Digo e repito: estudar por apostilas não é legal, eu particularmente nunca estudei; até comprei uma no começo dos estudos, mas joguei de lado quando percebi os erros e desatualizações gritantes! Não vale à pena! Tem que comprar livros mesmo! Sabemos que existe a famosa "restrição orçamentária", termo do economês que quer
dizer nada mais nada menos que "grana curta". Juntamos as duas coisas e
temos concurseiros com sérias dúvidas sobre na compra de quais livros
devem investir seu suado dinheirinho. Se você, no momento, está na restrição orçamentária, aconselho a comprar a xerox dos livros que vou postar o endereço no final da matéria.
Infelizmente, tenho que responder com um pouco prático "invista nos
livros mais adequados para seu atual momento concurseiro". Quero dizer
com isso que enquanto um livro não é o melhor para alguns concurseiros, é
o mais adequado para outros. Por isso mesmo procuramos resenhar os mais
diversos títulos e autores aqui no blog, para lhes dar opções variadas
de material de estudo de alta qualidade.
Basicamente, há duas dicas principais para escolher o melhor livro de determinada matéria:
1 - Escolha um livro que seja um pouquinho mais avançado que seu nível de conhecimento;
2
- Não compre um livro sem antes folhea-lo, dar uma lidinha em algumas
partes, pelo menos trocar uma ideia com que tem ou já estudou com o
livro que vc pensa em adquirir.
Seguindo o primeiro conselho você
irá garantir que o livro não seja muito avançado para seu atual nível
de conhecimentos das matérias, bem como será de utilidade para o futuro
próximo por ser um pouco mais profundo no trato da matéria do que você
já teve oportunidade de estudar.
Seguindo o segundo conselho você
minimiza o risco de comprar livros que apesar de parecerem a primeira
vista os mais adequados para o estudo de determinadas matérias, se
mostrem exatamento o contrário.
Segue abaixo as minhas indicações para você concurseiro que está no começo da caminhada rumo à uma vaga no serviço público.
1. GRAMÁTICA PARA CONCURSOS - MARCELO ROSENTHAL
Eu simplesmente, AMOOOO esta gramática. Tenho a minha desde 2007 e sempre estudo por ela. Claro que a atual vem com o novo acordo ortográfico. Vale muito á pena investir neste livro.
- Preço - 90,00 a 100,00
2. INFORMÁTICA PARA CONCURSOS- JOÃO ANTONIO
Melhor livro de informática para concursos. Nosso amigo pernambucano João Antônio.
- Preço: 95,00 a 115,00
3. RACIOCÍNIO LÓGICO PARA CONCURSOS
Também um excelente livro para sua trajetória nos concursos públicos.
- Preço: 90,00 a 110,00
4. DIREITO ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO - VICENTE PAULO E MARCELO ALEXANDRINO
O melhor livro de Direito administrativo voltado para concursos públicos. Estudo por ele há anos. Ele vem com exercícios com gabaritos.
- Preço: 110,00 a 130,00
5. DIREITO CONSTITUCIONAL DESCOMPLICADO - VICENTE PAULO E MARCELO ALEXANDRINO
- Preço: 110,00 a 130,00
6. DIREITO PENAL - ROGERIO GRECO
Bom livro de Direito Penal para concursos públicos. Eu particularmente só estudo por ele.
- Preço: 115,00 a 130,00
7. DIREITO PROCESSUAL PENAL - FERNANDO CAPEZ
O melhor de Direito Processual Penal voltado tanto para Tribunais e área policial. Excelente!!
- Preço: 115,00 a 130,00
8. DIREITO CIVIL - CRISTIANO CHAVES DE FARIAS
Um ótimo livro de Direito Civil. Também estudo por ele. Muito bom!!
- Preço: 90,00 a 110,00
9. VADE MECUM RIDEEL
Recomendo este vade mecum para acompanhar o estudos. Este vade é muito completo, ainda vem com CD e divisórias. Muito prático para consultas.
- Preço 90,00 a 110,00
10. SINOPSE JURÍDICAS
Para resumos, aconselho a estudar pelas sinopse jurídicas, mas apenas resumos, no final dos estudos. Elas são bastantes limitadas e muito resumidas, mas ajudam bastante o concurseiro quando ele já tem um conhecimento do assunto.
- Preço: 35,00 a 45,00
Obs: Para quem está na " restrição orçamentária " pode comprar as xerox de todos esses livros na xerox do Alexandre na frente da UNICAP - fone: (081) 3231-6934. Já comprei alguns livros lá e a qualidade é excelente.
Um abraço e bons estudos!!
Rafa
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Motivação é fundamental !!!
A motivação é fundamental para se dedicar aos
estudos. Quando a perdemos, nossa vontade de estudar diminui ou até
desaparece. A seguir algumas dicas para manter a motivação para estudar
para concursos.
Mantenha o foco
Para
ter vontade de estudar, não perca o foco lembrando-se sempre dos
motivos que te levaram a escolher determinada carreira pública. Por
exemplo, se você está interessado no concurso de Auditor Fiscal da
Receita Federal, devido à remuneração e à estabilidade, escreva em um
papel os motivos que o levaram a optar por este concurso e coloque-o
próximo ao seu local de estudos:
R$ 13.000,00 por mês
Estabilidade
Confie em você
Ninguém
confia mais em você do que você mesmo.É importante que você acredite
que passará no concurso como resultado de seu esforço. Ser aprovado é
mais do que sorte: é estudo, treino e dedicação.Você é capaz desde que
estude o necessário.A grande vantagem da carreira pública em relação à
privada é que só depende de você: não precisa ter boa aparência,
condução própria, ser simpáticos e não há entrevista; basta passar no
concurso.
Imagine-se aprovado
Imagine-se
na carreira pública que escolheu e a sensação de dever cumprido com a
sua aprovação no concurso e de todas as mudanças que ocorrerão. A
lembrança destas imagens e de seus sonhos serão bastante motivadores
durante seus estudos.
Não pense somente em um concurso
Geralmente
o candidato começa a se preparar para concursos escolhendo uma
determinada carreira. Porém, é importante que o estudante tenha em mente
que:
· existem vários concursos públicos acontecendo diariamente nos mais de 5.500 municípios, nos estados e na União;
· quando você estuda as matérias comuns está se preparando para vários concursos;
Assim,
aproveite as oportunidades e preste todos os concursos que achar
interessante. Além de ser um ótimo treino, existe a chance de ser
aprovado, nomeado e continuar estudando para a carreira mais desejada
como funcionário público, recebendo e gozando dos direitos de um
servidor público.
Você pode aprender qualquer matéria do concurso
Ao
iniciar seus estudos o candidato se pergunta: mas como aprenderei estas
matérias? Como aprender Direito sem ser advogado? Como aprender
Matemática Financeira sem ser matemático?
É
importante lembrar que quando você estuda uma matéria para o concurso
você estuda para passar na prova e não para exercer a profissão
relacionada com a matéria. Assim, o que torna possível que um candidato
que não seja advogado tenha êxito em uma prova de Direito é que cai na
prova somente a lei (e não a prática).
O mesmo
ocorre com a Matemática Financeira e com uma característica importante:
não é permitido o uso de calculadoras. Assim, mesmo que o candidato
saiba a matéria tem que praticar.
Organize seu tempo de estudos e descanso
É
fundamental organizar o seu tempo de estudo e de descanso.Verifique
periodicamente o seu planejamento do tempo de estudos e, se necessário,
faça uma nova programação mais adequada à sua realidade.Constate o seu
progresso: o que falta estudar e o que já estudou.O acompanhamento do
seu rendimento é muito importante para a sua motivação.
Não pense no total de concorrentes
Hoje
em dia os concursos públicos costumam ter muitos inscritos. Dividindo o
total de inscritos pelo total de vagas temos a relação candidato por
vaga, isto é, quantos disputam cada vaga. Não pense nesta relação
durante seus estudos. Provavelmente você ficará preocupado e isto
afetará negativamente sua motivação. Esta relação induz a erro pois,
além destes candidatos não estarem igualmente preparados, temos que:
·
10% a 20% dos candidatos não comparecem ao concurso. Isso mesmo: pagam
pela inscrição e não comparecem. Este fato ocorre por vários motivos
como a falta de acompanhamento do concurso (o candidato nem soube da
prova) ou pelo desânimo daqueles que se inscreveram por impulso, não
estão preparados e sabem que não têm chances de aprovação;
·
a maior parte dos candidatos não está preparada e vai fazer a prova
contando somente com a sorte. Estes não oferecem uma concorrência real. A
probabilidade de acertar todas as questões da prova chutando é menor do
que de acertar na SENA. Lembre-se que o concurso tem matérias e formas
de abordagem que se o candidato não estudou, terá grandes dificuldades
para resolver.
Pense no concurso como mais uma prova
No
lugar de imaginar todos aqueles concorrentes que estão interessados na
sua vaga procure imaginar o concurso como mais uma prova dos tempos de
colégio ou faculdade. Imagine que é uma prova que você tem que tirar uma
determinada nota para passar como, por exemplo, nota 8 (aliás, acertar
80% da prova é uma nota que garante a aprovação na maioria dos
concursos).
A vantagem de ver um concurso desta
forma é que passa a depender somente de você, de seus estudos e seu
desempenho na prova.Encarar o concurso desta forma torna a sua aprovação
possível.
Por William Douglas
Juiz Federal e Especialista em concursos públicos
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Como planejar os estudos !!
Uma das dúvidas mais comuns que é como planejar os estudos para algum concurso público. Muitos nem sabem
direito o que é planejar os estudos, porém sabem que isso é importante...o que realmente importa.
Há uma frase atribuída ao célebre pensador chinês Confúcio que diz o seguinte:
Há uma frase atribuída ao célebre pensador chinês Confúcio que diz o seguinte:
"O sucesso depende da preparação prévia, e sem tal preparação o fracasso será uma certeza”
Um dos aspectos dessa “preparação prévia” é justamente o planejamento ... ou seja ... o processo de determinar metas, desenvolver estratégias e definir atividades e cronogramas para se atingir essas metas. Trabalhemos um pouco todo esse palavrório.
Qual é a meta do concurseiro? Passar e ser empossado servidor público.
A estratégia é a visão geral do caminho entre o ponto onde está o concurseiro em dado momento e o alcance da meta, ou seja, o caminho de estudos que garantirá a você passar nas provas e ser empossado.
Se a estratégia é a visão geral, as atividades é o que se deve fazer no curto e médio prazo. Estratégia é a escadaria, as atividades os degraus.
Cronograma é o modo como o concurseiro se propõe a realizar as atividades determinadas no tempo que tem disponível para estudar.
A soma da meta a ser atingida, da estratégia escolhida, das atividades determinadas e do cronograma de realização de tudo isso é justamente o planejamento.
Tomemos um exemplo prático. Mariana tem como meta passar em um concurso público e ser empossada. Qual concurso? Não importa, pode ser do INSS, do Senado, da Receita Federal. Ela então monta uma estratégia de estudos baseada no quanto já estudou, no quanto poderá estudar, no material de estudo que terá disponível, no tempo para estudar que poderá lançar mão, na sua capacidade de aprendizado e memorização e um monte de outras coisas. Como Mariana é uma concurseira esperta, sabe que terá de dar um passo de cada vez , passos esses que são as atividades. Ela também sabe que como tem tempo limitado entre o começar a estudar e o dia da prova, terá de definir um cronograma de realização de tais atividades Isso é planejar os estudos.
Sem planejamento cuidadoso passar em concursos públicos será muito mais difícil e demorado do que você imagina e muito menos gostaria. Porque? Simples, se tornar servidor público é a meta de muita gente, porém não é algo fácil, rápido ou simples. É preciso muito estudo, muita preparação, muita tentativa e erro, muito sangue frio. Quem planeja os estudos tem uma grande vantagem competitiva em relação a quem não planeja, afinal de contas, esses concurseiros sabem o que querem e sabem o caminho a seguir. Vamos a uma analogia didática. Imagine dois fãs de algum cantor famosíssimo que têm como meta assistir a seu próximo show da primeira fileira, bem de cara com o palco. Quem planeja procura saber quando e onde serão os próximos shows desses cantor, compra o ingresso com antecedência e chega ao local do show com dias de antecedência necessário ... quem não planeja fica sabendo do show na véspera, compra ingresso cara de cambistas e chega no local do show em cima da hora do show ... quem você acha que atingirá sua meta?
Nem
pense em deixar de planejar seus estudos ... nem ao menos pense nisso
... a não ser que você não esteja a fim de estudar sério, para passar e
ser empossado. Planejamento é necessário e importante!!!
Segue abaixo uma valiosa dica tirada de um trecho do livro chamado GUIA DE PREPARAÇÃO DO CONCURSEIRO SOLITÁRIO (Vale à pena lê-lo).
Poucas coisas em nossa vida independem de planejamento para que
sejam levadas a cabo de forma bem-sucedida. De uma simples viagem de final
de semana a comprar a casa própria, se não houver um mínimo de planejamento,
estará aberta a porta para todo tipo de desastre e contratempo.
Algumas coisas, inclusive, nem podem ser levadas a cabo sem planejamento,
simplesmente não saem do papel e das boas intenções.
Pois bem, por que então estudar para concursos públicos, algo muito
mais importante e complicado que um final de semana na praia, deveria
deixar de ser planejado de forma adequada e cuidadosa? O pior é que muita
gente não pensa nisso e, acreditem, querem passar em concursos públicos
estudando sem planejamento algum! O que essas pessoas conseguirão será apenas perder tempo, dinheiro e esforço, além de se frustrarem amargamente.
Já diz o velho ditado que “todas as estradas levam a Roma”, ou seja, que
há diversas formas de se fazer a mesma coisa, o que, aplicado ao nosso tópico,
significa que há diversos tipos de planejamento do estudo, algumas melhores,
outras não tão boas. Assim como há estradas mais longas e mais curtas ligando
duas cidades, há também planejamentos que permitem atingir uma meta
de forma mais rápida ou mais demorada, mais ou menos trabalhosa, com mais
ou menos esforço.
O que você pensaria de alguém que planeja escrever um livro ou uma
tese de mestrado com uma antiquada máquina de escrever? Com certeza algo
do tipo “esse cara precisa urgentemente se modernizar”. Só que, de modo
semelhante, há muita gente que resolve lançar mão de velhas formas de planejamento
de estudo, geralmente as mesmas que utilizavam no colégio ou na
faculdade e que não funcionam tão bem na sangrenta guerra dos concursos públicos.
Quando você estava no colegial ou mesmo na faculdade o estudo era do
tipo “uma semana antes da prova”. Considerando que esses cursos são organizados
em bimestres e a cobrança de matérias não é cumulativa, esse tipo de
planejamento se mostra bastante lógico. Só que estudar para concursos públicos é algo totalmente diferente, afinal de contas, não será cobrado em prova
apenas uma parte da matéria, mas TODA ela, você terá de saber TUDO em
detalhes, deverá memorizar uma montanha de coisas, exercitar e fixar uma
avalanche de matérias. Logo, é claro como o dia que a velha estratégia de
estudar em cima da hora da prova não funcionará nunca quando o que se quer
é passar em concursos públicos.
A diferença mais marcante entre estudar para provas do colégio ou faculdade
e para concursos públicos é a existência nos primeiros de provas de
recuperação, segunda época ou algo que o valha. Agora, se você não for bem
em uma prova de concurso público, somente terá outra chance quando aquele
órgão ou entidade da administração pública lançar outro concurso para o
mesmo cargo, Deus sabe quando. Ou seja, não terá “colher de chá”. Se estudar com base em técnicas de planejamento que não são nem de
longe as melhores para concursos públicos já é temerário, o que dizer então
de estudar sem planejamento algum? Ao estudar dessa forma, na melhor das
hipóteses, se chegará na prova sem conseguir ter estudado toda a matéria listada
no edital, ou seja, dificilmente ficará entre os classificados com chances
reais de serem nomeados no certame em questão. Loucura? Infelizmente, essa
é a realidade para uma multidão de concurseiros, que no final das contas serão
apenas “buchas de canhão” sem chance alguma de alcançar o sucesso em tal
empreitada.
O que faz alguém estudar sem planejamento algum? Vários motivos
podem ser apontados. Desleixo, desconhecimento, preguiça, inocência... Enfim,
motivos não faltam, mas nenhum deles justifica investir tempo, esforço
e dinheiro em uma luta na qual não se terá nem ao menos a mínima chance de vitória. Não é à toa que encontramos muitos concurseiros esforçados que
não conseguem sair do lugar, ficam eternamente presos no “quase passei”,
afinal de contas, apenas esforço e determinação não são suficientes quando se
estuda sem planejamento, pois como já foi dito numa famosa propaganda de
pneus, “força sem controle não é nada”! Considerando tudo isso, fica claro o enorme potencial de frustração
e desperdício de recursos e esforços que a escolha equivocada da técnica de
planejamento de estudos para concursos públicos, ou o não uso de técnica
alguma, guarda. É exatamente por esse motivo que existe este livro, para permitir
que quem o leia aprenda uma das melhores e mais eficientes técnicas de
planejamento de estudos para concursos públicos: o Planejamento de Estudo
por Horas Líquidas.
sejam levadas a cabo de forma bem-sucedida. De uma simples viagem de final
de semana a comprar a casa própria, se não houver um mínimo de planejamento,
estará aberta a porta para todo tipo de desastre e contratempo.
Algumas coisas, inclusive, nem podem ser levadas a cabo sem planejamento,
simplesmente não saem do papel e das boas intenções.
Pois bem, por que então estudar para concursos públicos, algo muito
mais importante e complicado que um final de semana na praia, deveria
deixar de ser planejado de forma adequada e cuidadosa? O pior é que muita
gente não pensa nisso e, acreditem, querem passar em concursos públicos
estudando sem planejamento algum! O que essas pessoas conseguirão será apenas perder tempo, dinheiro e esforço, além de se frustrarem amargamente.
Já diz o velho ditado que “todas as estradas levam a Roma”, ou seja, que
há diversas formas de se fazer a mesma coisa, o que, aplicado ao nosso tópico,
significa que há diversos tipos de planejamento do estudo, algumas melhores,
outras não tão boas. Assim como há estradas mais longas e mais curtas ligando
duas cidades, há também planejamentos que permitem atingir uma meta
de forma mais rápida ou mais demorada, mais ou menos trabalhosa, com mais
ou menos esforço.
O que você pensaria de alguém que planeja escrever um livro ou uma
tese de mestrado com uma antiquada máquina de escrever? Com certeza algo
do tipo “esse cara precisa urgentemente se modernizar”. Só que, de modo
semelhante, há muita gente que resolve lançar mão de velhas formas de planejamento
de estudo, geralmente as mesmas que utilizavam no colégio ou na
faculdade e que não funcionam tão bem na sangrenta guerra dos concursos públicos.
Quando você estava no colegial ou mesmo na faculdade o estudo era do
tipo “uma semana antes da prova”. Considerando que esses cursos são organizados
em bimestres e a cobrança de matérias não é cumulativa, esse tipo de
planejamento se mostra bastante lógico. Só que estudar para concursos públicos é algo totalmente diferente, afinal de contas, não será cobrado em prova
apenas uma parte da matéria, mas TODA ela, você terá de saber TUDO em
detalhes, deverá memorizar uma montanha de coisas, exercitar e fixar uma
avalanche de matérias. Logo, é claro como o dia que a velha estratégia de
estudar em cima da hora da prova não funcionará nunca quando o que se quer
é passar em concursos públicos.
A diferença mais marcante entre estudar para provas do colégio ou faculdade
e para concursos públicos é a existência nos primeiros de provas de
recuperação, segunda época ou algo que o valha. Agora, se você não for bem
em uma prova de concurso público, somente terá outra chance quando aquele
órgão ou entidade da administração pública lançar outro concurso para o
mesmo cargo, Deus sabe quando. Ou seja, não terá “colher de chá”. Se estudar com base em técnicas de planejamento que não são nem de
longe as melhores para concursos públicos já é temerário, o que dizer então
de estudar sem planejamento algum? Ao estudar dessa forma, na melhor das
hipóteses, se chegará na prova sem conseguir ter estudado toda a matéria listada
no edital, ou seja, dificilmente ficará entre os classificados com chances
reais de serem nomeados no certame em questão. Loucura? Infelizmente, essa
é a realidade para uma multidão de concurseiros, que no final das contas serão
apenas “buchas de canhão” sem chance alguma de alcançar o sucesso em tal
empreitada.
O que faz alguém estudar sem planejamento algum? Vários motivos
podem ser apontados. Desleixo, desconhecimento, preguiça, inocência... Enfim,
motivos não faltam, mas nenhum deles justifica investir tempo, esforço
e dinheiro em uma luta na qual não se terá nem ao menos a mínima chance de vitória. Não é à toa que encontramos muitos concurseiros esforçados que
não conseguem sair do lugar, ficam eternamente presos no “quase passei”,
afinal de contas, apenas esforço e determinação não são suficientes quando se
estuda sem planejamento, pois como já foi dito numa famosa propaganda de
pneus, “força sem controle não é nada”! Considerando tudo isso, fica claro o enorme potencial de frustração
e desperdício de recursos e esforços que a escolha equivocada da técnica de
planejamento de estudos para concursos públicos, ou o não uso de técnica
alguma, guarda. É exatamente por esse motivo que existe este livro, para permitir
que quem o leia aprenda uma das melhores e mais eficientes técnicas de
planejamento de estudos para concursos públicos: o Planejamento de Estudo
por Horas Líquidas.
Um abraço e bons estudos!!
Rafa
sábado, 5 de maio de 2012
Final de semana chegou!! Estudar ou descansar??
Final de semana chegou!!! Oba!! Depois de uma semana corrida e cansativa, temos dois dias para descansar corpo e mente!! Mas esses dois dias, para nós concurseiros, não são de tanto descanso assim , principalmente com a saída do edtial. São os dois dias livres,que temos mais tempo para nos dedicarmos aos estudos, principalmente para aqueles que trabalham ou fazem faculdade durante a semana. Eu praticamente não estudo nos finais de semana antes da saída do edital. Para mim, no período de estudo dos concursos que prestei, meu horário foi bem flexível durante a semana e me permitiu um certo "privilégio" em relação ao tempo e dedicação na minha trajetória. Trabalhava apenas 4 horas diárias e tinha trancado a faculdade para me dedicar exclusivamente ao concurso. Então tive bastante tempo durante a semana e nos finais de semana só estudava com a saída do edital...e como estudava! Para mim os finais de semana serviram como revisão do que tinha estudado e dedicação exclusiva àquelas matérias chatinhas, como português, informática e raciocínio, que tinham peso 1, mas mesmo assim deverm ser estudadas! Ahaha fazia isolada de raciocíno aos domingos também! Então eu não precisei abrir mão dos descansos e passeios nos finais de semana para estudar, pois tinha bastante tempo e experiência, mas com a saída do edital eu estudava 7 dias na semana sim!! Mas estudava apenas durante o dia, deixando à noite para descansar, passear e namorar, que ninguém é de ferro!! E o lazer e descanso fazem parte da rotina de um concurseiro fiel...Estudar finais de semana sim!! Mas tem que descansar um pouco também!! Por isso eu acho que tem que estabelecer um horário de estudo nesses dois dias para não ficar tão cansativo. Tem gente que deixa para estudar apenas quando o edital sai!! Depois fica resmungando porque não deu tempo de ver tudo! Fica jogando a culpa até no edital ou no professor chato do cursinho hehehe...mas se você já sabe que o edital está no forno, por que não antecipar os estudos umas horinhas por dia para não ficar sobrecarregado nos finais de semana??!! Claro que faz uma diferença estudar nos finais de semana, são dois dias sem preocupação com patrão, faculdade, trânsito, família etc; mas se você se antecipar um pouco não terá que abrir mão de tantas regalias e o estudo não será tão chato e monotóno, você pode aproveitar os dois dias para rever assunto, ou fazer exercícios e resoluções de provas!! O que não pode é estudar pouco a semana toda e ainda descansar o fim de semana todo!! Isso jamais!! Pense bem: se você se esforçar um pouco e conseguir a aprovação, você passará os próximos finais de semana viajando pelo Brasil ou até pelo mundo com dinheiro sobrando no bolso heheheh !! Vale à pena! Se você nunca estudou ou tem preguiça de estudar nos finais de semana, eu recomendo começar a estudar algumas horas por dia, ou apenas um horário, ou até mesmo estudar durante a semana e responder provas, exercícios e simulados pelas manhãs e tardes de sábados e domingos, e deixando a noite para descanso, lazer, namoros, baladas etc. Faça isso devagar até se acostumar, e intensifiquem com a saída do edital.
Esta é minha dica do final de semana!!! Bons estudos !!!
Beijos
Rafa
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Processo de estudo: Planejamento, organização, implementação e controle
Estudar para concursos pode ser uma coisa monótona e tediosa. Ficar
sentado horas e horas a fio, por longos meses, pode ser uma tarefa
ingrata. Muitos não conseguem resistir a essa monotonia, desistindo.
Porém, estudar não é necessariamente sinônimo de monotonia ou tédio. Pelo contrário, o bom estudante, ou concurseiro, é aquele que consegue dinamizar o seu processo de aprendizagem. Motivando-se a cada estágio, ao invés de ir sucumbindo aos poucos pelo cansaço, tédio, falta de senso de direção, falta de noção de desempenho e de evolução. A pessoa acaba sendo vencida por si mesma por não conseguir dar dinâmica aos estudos. E confesso, é realmente insuportável ficar apenas sentado horas a fio por diversos meses se o estudo não for essencialmente dinâmico e produtivo.
Muito já foi falado sobre ciclos de estudo. Porém hoje, gostaria de comentar um pouco sobre um outro tipo de ciclo. Na verdade, gostaria de falar sobre o “processo de aprendizagem”, o qual é formado por ciclos. Entre eles, o de estudo. Mas não irei me concentrar sobre isso, uma vez que já é muito comentado. Gostaria de me focar em pontos desse processo que pouco é falado, como o “controle”. Até o final, espero que tenham entendido o que quero dizer com essa palavra.
Estudar sem uma dinâmica, sem um processo, é como água parada. Aos poucos vai apodrecendo, juntando mosquitos e lodos. E ao final, não serve para nada. Porém, o bom concursando é como um rio. Flui constantemente por águas límpidas, é inesgotável, dinâmico e se estende por longo território, sem nunca ser o mesmo, sempre renovado. A princípio os dois são águas. Mas as paradas não estão dentro de um processo. Já o rio, sim. Ele está num processo inesgotável. A água não pára de jorrar, seja pela sua fonte natural ou por seus afluentes, evapora, chove, e novamente brota.
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O que gostaria de falar hoje é que deixemos de lado aquele estudo monótono e tedioso, sinônimo de água parada, para dar fluidez ao nosso estudo, aplicando uma dinâmica saudável, motivante, como um rio que não pára de brotar. E para tanto, é preciso que tenhamos uma noção exata de um processo, que se renova cada vez que é cumprido, assim como o rio se renova cada vez que a água brota do chão, evapora e chove.
Então chega de filosofar a respeito, e vamos ao que interessa!
O estudo dinâmico faz parte de um processo. Processo é uma cadeia de ciclos que se repetem ao longo do tempo a medida em que são completadas. É um processo cíclico, que no nosso caso, culminará apenas com a aprovação!
O processo de aprendizagem, ou de aprovação, é composto por PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, IMPLEMENTO e CONTROLE. Esse processo é continuo. Ao acabar um ciclo desses, volta-se novamente ao planejamento e assim por diantes. Vou comentar brevemente sobre cada uma dessas etapas, mas pretendo me concentrar mais sobre o “controle”, muito pouco falado no mundo dos concursos.
Por planejamento entende-se a fase em que é definido os objetivos (qual área ou concurso quero me preparar), verifica-se qual a situação atual em relação a esse objetivo (qual é o meu histórico de aprendizagem? Quanto eu já sei sobre tudo aquilo que é pedido, o que tenho mais facilidade ou dificuldade?), visualiza-se o futuro (o edital será o mesmo? Terei quanto tempo até a prova? Terei tempo suficiente para estudar? Terei recursos para tanto?), analisá-se as alternativas de ação (será melhor largar meu emprego para estudar? É melhor estudar e trabalhar? Será melhor se estudar de manhã? De noite? Será melhor fazer cursinho? Estudar sozinho?). E finalmente, ESCOLHER UM CURSO DE AÇÃO entre as várias alternativas. Isso é claro, ponderado todos aqueles aspectos.
Ou seja, se acho que o edital virá a longo prazo, mas tenho pouco tempo e recursos para estudar, será melhor eu manter meu emprego, estudando de noite, e fazendo cursinho apenas de algumas matérias, o restante, estudando sozinho. Esse exemplo seria uma escolha de um curso de ação dentro de uma determinada situação particular.
Cada um de nós está dentro de uma determinada situação. Cada um de nós precisa fazer esse planejamento. Do contrário, você pode ter optado por um CURSO DE AÇÃO que ignora completamente a sua vida. Ou seja, utilizando ainda o exemplo acima, vc poderia ter escolhido largar o emprego, mesmo sabendo que o concurso viria a longo prazo e sabendo, ainda, que não teria recursos para se manter até lá. Seria realmente uma catástrofe, e iria influencia diretamente no seu processo de aprendizagem até a aprovação. Muito provável, essa pessoa teria que, em determinado momento, parar os seus estudos para arranjar um outro trabalho para conseguir se sustentar. O que poderia já ser evitado se fosse feito um bom planejamento.
O segundo passo dentro do processo é a ORGANIZAÇÃO. Por essa palavra entende-se escolher os recursos e meios necessários para alcançar aquilo que foi planejado e para dar infraestrutura ao curso de ação decidido. Ou seja, vamos, nesta fase, preparar nosso material, escolhendo os livros, cursos, imprimir leis, entre outras coisas “administrativas”, por assim dizer. Que não fazem parte diretamente da ação de estudar, mas que dão a base para tanto.
Não se organizar e já tentar se estudar é contraproducente. Uma vez que terá que parar a todo tempo para tentar prover as necessidades do seu dia-a-dia de estudo. É como se quisesse começar a estudar determinada matéria e não tivesse o livro necessário. Ou como aquele rio onde a água não brota mais. A organização alimenta a fase seguinte, que é a implementação.
Essa organização extrapola esses exemplos. Ela vai além, como a montagem do ciclo de estudos, separar as horas que vai gastar para cada tarefa, etc..., além disso, a organização também envolve preparar um local de estudos agradável, bem adaptado as suas necessitades, e vai até tarefas rotineirias, como limpar a sua mesa, deixar os materiais todos bem organizados, fáceis de serem acessados. Suprimir essa fase é impedir que a água brote do chão para alimentar o rio límpido, que aos poucos, então, se tornará um brejo de águas paradas.
Por organização, ainda entende-se todo o esforço que você terá que fazer para reorganizar a sua vida para que o concurso seja o centro, abrindo mão de muitas outras coisas temporariamente. É preciso reorganizar a vida para evitar que interesses opostos concorram com os estudos, sob pena de atrapalhar a concentração.
Durante nossa vida, temos diversas prioridades, muitas concomitantes. É preciso gastar tempo com família, carreira, amigos, trabalho, lazer entre muitas outras coisas. Qualquer um desses objetivos que concorram diretamente com os estudos podem atrapalhar em muito a sua organização. Nessa fase, tente resolver as questões pendentes que podem atrapalhar a sua concentração.
Faça um acordo com sua família, e mostre a ela seus planos e os benefícios que todos terão se conseguir alcançar a sua aprovação num excelente concurso. A melhor forma de tê-los como aliados é por meio de uma comunicação franca. Não somente ao fazer essa decisão, mas a todo momento vá comunicando com eles sobre a situação atual da sua preparação, e desabafe com eles também as suas angústias.
Organize também sua carreira. Se o seu objetivo mesmo for aprovação e está trabalhando numa iniciativa privada, tente assumir menos responsabilidade, evite assumir novas coisas, e não se importe mais em brigar por uma promoção ou cargo. Faço o mínimo necessário para cumprir com responsabilidade com seus deveres. Evite se desgatar fisico e emocionalmente no serviço. Tente poupar toda a força para os estudos. Organize-se!
Quanto aos amigos, é realmente uma fase complicada. Organize um tempo também para vê-los de vez em quando. Faça com que entendam a sua decisão, assim como fez com seus familiares. Os amigos são uma importante força. Isole-se mas não fique sozinho. Apesar de semelhante, essas duas palavras são bastante diferentes em seu conteúdo. Isolar-se é permanecer afastado de pessoas que se gostam reciprocamente. Sozinho é muito pior. É não ter ninguém para compartilhar. Evite ao máximo ficar sozinho. Se não tiver alguém, sempre tem concurseiros dispostos a compartilhar seus dramas.
A próxima etapa é o IMPLEMENTO. Não há muito o que dizer aqui. Implemento é realmente estudar. É desenvolver a capacidade de cumprir aquilo que já foi planejado e organizado. Não fazê-lo é também desperdicar todo esforço das etapas anteriores.
Um fator negativo que atrapalha muitos é a PROCRASTINAÇÃO, que é quando adiamos aquilo que deveríamos estar fazendo, que no caso, é estudar. Esse problema é deveras comum. É uma “dengue” que se desenvolve em águas paradas. Superar essa deficiência é realmente importante. A manutenção desse problema traz estresse, sensação de culpa, desânimo, e uma série de coisas negativas. Esse assunto poderia ser tema de um outro texto, uma vez ser bastante complexo.
Para superar esse problema, asism como qualquer outro, é reconhecendo essa deficiência e entendo os seus efeitos negativos. É muito pior se manter procrastinando do que efetivamente enfrentar os livros. Não há dor maior do que a da consciência. Por tanto, é preciso entender que vale muito mais a pena enfrentar os estudos a procrastinar. Além disso, procrastinar é reforçar um ciclo negativo, enquanto estudar, mesmo que seja um peso, vai ajudando aos poucos a superar essa deficiência, criando um ciclo positivo.
Muitos procrastinam por terem um medo de enfrentar os estudos, seja por ter receio de ser muito dificil, complicado, ou de que não vai aprender, ou qualquer outra coisa. Esse medo faz com que travemos. É natural. Em toda situação de medo, a gente trava. Eliminar esse medo, esse receio em falhar, ou de não aprender é fundamental para superar esse problema.
É necessário compreender que aprender e estudar não é uma coisa simples, não se “estuda, logo aprende”. Às vezes é necessário estudar por diversas vezes a mesma coisa até aprender. Têm muitas matérias complicadas, como contabilidade e economia. Não tenha receio em estudar e não aprender. É natural. Aprende-se em várias camadas, várias etapas, e aos poucos.
Outra coisa muito importante é a visualização da tarefa. Quanto maior você colocar aquilo como um desafio ou enxegar aquilo como uma coisa muito grande, mais medo e receio terá, e mais procrastinação poderá sofrer. Logo, enxergue as coisas como etapas, como processo. Olhar para aquele livro de contabilidade do Ricardo Ferreira e pensar que terá que aprender tudo até a prova pode ser realmente angustiante, porém se começar a pensar em querer aprender por etapas, com calma, será muito mais reconfortante, eliminando aquele medo de estudar.
E mais uma última dica, começe por tarefas simples, como limpando a mesa, separando o material, começe folheando o livro, revisando o que estudou por último, e vá entrando na matéria nova aos poucos, sem pressão.
PROCRASTINAÇÃO não é sinônimo de saco cheio, de cansaço. É um problema crônico, de ordem psicológica. Não é apenas uma indisposição casual. É algo recorrente e que se arrasta por diversas áreas na vida de uma pessoa. Portanto, se acha que está sofrendo desse problema e que está atrapalhando a IMPLEMENTAÇÃO de seus estudos, aconselho procurar uma ajuda profissional. Mais vale a pena parar um pouco os estudos e procurar um psicólogo, por exemplo, do que ficar meses atolado numa enrolação sem fim.
E por último a fase do CONTROLE, onde realmente gostaria de falar.
Por CONTROLE entende-se a fase de avaliar o desempenho atual em comparação com as metas planejadas lá em cima, na fase de planejamento. Além disso, nessa fase vão ser feitas AÇÕES CORRETIVAS de acordo com os resultados, influenciado diretamente a fase de planejamento seguinte, fechando-se todo o processo, e iniciando um novo.
A principal dificuldade nessa fase é conseguir avaliar com imparcialidade e objetividade o seu desempenho. É muito dificil ser isento nesta função. Há algumas pessoas que sempre subjulgam-se; outras, o contrário.
A melhor forma de se avaliar é comparando o desempenho anterior com o atual. É preciso tentar perceber se aquele planejamento efetivamente contribuiu para uma evolução no conhecimento.
Fazer simulados com provas anteriores, para mim, é a melhor forma. É possível ainda comparar o seu desempenho com o resultado real, se conseguir, é claro, o edital que ratificou as notas e seus aprovados. Simular provas continuamente é uma excelente forma de controlar esse processo de aprendizagem. Se o seu planejamento, organização e implemento realmente foi bem executado é fundamental que você observe em que pontos melhorou.
Porém, nem tudo são rosas. Como o conteúdo de um concurso de grande porte é extenso, é possível que tenha evoluído em diversos assuntos e piorado em outros. É natural pois talvez o seu planejamento não previu cobrir equilibradamente todos os pontos já estudado. Atente-se às partes onde se esqueceu ou estudou pouco, revise-os, e tente, no próximo planejamento, evitar que pontos fiquem sem ser estudados.
Um controle positivo com uma avaliação que notadamente mostra o quanto evoluiu é muito positivo. É muito motivante. É como uma queda d’agua que impulsiona o rio para frente, rumo ao mar.
A frequência dessa avaliação não necessita ser sempre ao final do processo. O controle pode ser permanente em todas as fases. Mesmo no planejamento, organização e implemento, você pode observar se os objetivos estão sendo cumpridos e alcançados. Quanto mais controle tiver sobre essas fases, melhor renderá todo o esforço.
Além desse tipo de avaliação, recomendo ser feito com frequência uma avaliação de todo o processo. Avaliar as coisas que faz que colaboram ou atrapalham os estudos.
Faça uma lista e coloque as COISAS QUE TÊM FEITO QUE CONTRIBUEM PARA A SUA APROVAÇÃO, bem como outra lista com as COISAS QUE TÊM PREJUDICADO OS ESTUDOS. E uma última com os PROBLEMAS ATUAIS QUE PRECISAM SER SOLUCIONADOS. Essas três listas serão parâmetro para recomeçar seu processo, alimentando a fase de planejamento.
Por exemplo, acordar cedo, tomar uma café da manhã rico em frutas e um pouco de carboidrato, estudar 5 horas pela manhã com 10 minutos de intervalo a cada 1 hora, alimentar-se equilibradamente durante o almoço, com muita salada e pouca carne vermelha, descansar 1 hora, recomeçar a estudar às 17h num ciclo de mais 3 horas. Jantar uma refeição leve, e dormir antes das 23 horas. Esse exemplo extenso seria uma lista de ações positivas que o candidato está fazendo, mesmo que não consiga todos os dias, que com certeza o levarão à aprovação. É como listar um dia perfeito de estudo. Essa avaliação mostra uma parte do modelo ideal de estudo.
Na lista das coisas que NÃO CONTRIBUEM PARA APROVAÇÃO, liste todas as suas atitudes negativas, como: acordar depois das 10h, procrastinar excessivamente, comer em exceço durante o almoço, dormir demais depois da refeição, utilizar muita internet durante o tempo de estudo, ficar ligando demais o telefone, dormir muito tarde, etc... São coisas que não colaboram na sua aprovação e que dará novo parãmetro para o seu planejamento.
Na última lista, coloque os PROBLEMAS QUE PRECISAM SER RESOLVIDOS. Por exemplo, dificuldade em revisar, deficiência em tal matéria, problemas de relacionamento com amigos ou familiares, falta de dinheiro, etc... liste tudo que é problema e que vem ou eventualmente venha a te perturbar. Durante a fase de estudo é preciso tentar ao máximo minimizar os problemas, pois eles influenciam diretamente no nosso aprendizado.
Controlar essas coisas é fundamental. Saber resolvê-las rapidamente é decisivo. Procrastinar para resolver problemas é deixar espaço para que eles cresçam mais ainda. Existem problemas complexos que aparentemente não tem solução. Se não há, aprenda a conformar-se, por ora, com essa situação. Deixe de encará-lo como um problema e tente se readaptar a essa nova situação.
Ao final, use todas essas informações para iniciar um novo processo, que passará por todas aquelas fases já descritas. Deixe essas listas visíveis para que você possa ver o que ajuda e o que não ajuda. Isso facilita muito pois várias vezes temos diversos vícios que não reconhecemos e isso prejudica muito conseguir vencê-los. Como disse antes, o primeiro passo para superar um problema ou deficiência é reconhecê-lo. Portanto, a lista negativa é fundamental para ajudar a reconhecer e evitar os problemas. Bem como a lista positiva é motivante para projetar um dia de ESTUDO PERFEITO.
Sei que é dificil conseguir todos os dias um ESTUDO PERFEITO, mas quanto mais vezes você passar por essas etapas de processo, mais filtrado você vai ficando. Quanto mais você PLANEJAR, ORGANIZAR, IMPLEMENTAR e CONTROLAR, melhor será o seu processo, uma vez que todos os esforços são no intuito de eliminar vícios e incentivar as virtudes.
Particularmente, passo por todos essas etapas a cada 1 ou 2 meses, dependendo da fase em que estou. É fundamental ter essa noção de evolução a cada processo completado. É muito motivante ver o quanto já andou, o quanto evoluiu, mesmo que ainda falte muito. Ver quantos problemas já resolveu, quantos vícios superou e quantas virtudes desenvolveu não tem preço. Alimentam em muito nossa disposição e concentração nos estudos.
E por fim, gostaria de falar que apesar dessas fases serem sequênciais, elas são interdependentes, influenciando e comunicando-se entre si. Nada impede de que me planeje e logo exerço um controle sobre aquilo que planejei, ou então, quando esteja implementando os estudos, reserve um tempo para me organizar. E assim por diante. Essas fases foram um ciclo que se comunica a cada instante.
Estudar sem estar dentro de um processo é, como disse, deixar a água parada para o lodo e os mosquitos. Não parar para analisar o quanto evoluiu, quais são os seu problemas e virtudes é não valorizar todo o esforço. E quem não olha pra si, quem não se conheçe, dificilmente consegue entender o caminho da aprovação.
Sun-tzu, o famoso estrategista militar chinês, dizia que quem vai pra luta e não conhece o inimigo está fadado à derrota. Quem conhece o inimigo tem 50% de chances. E quem conhece a si e o inimigo está fadado à vitória.
Porém, estudar não é necessariamente sinônimo de monotonia ou tédio. Pelo contrário, o bom estudante, ou concurseiro, é aquele que consegue dinamizar o seu processo de aprendizagem. Motivando-se a cada estágio, ao invés de ir sucumbindo aos poucos pelo cansaço, tédio, falta de senso de direção, falta de noção de desempenho e de evolução. A pessoa acaba sendo vencida por si mesma por não conseguir dar dinâmica aos estudos. E confesso, é realmente insuportável ficar apenas sentado horas a fio por diversos meses se o estudo não for essencialmente dinâmico e produtivo.
Muito já foi falado sobre ciclos de estudo. Porém hoje, gostaria de comentar um pouco sobre um outro tipo de ciclo. Na verdade, gostaria de falar sobre o “processo de aprendizagem”, o qual é formado por ciclos. Entre eles, o de estudo. Mas não irei me concentrar sobre isso, uma vez que já é muito comentado. Gostaria de me focar em pontos desse processo que pouco é falado, como o “controle”. Até o final, espero que tenham entendido o que quero dizer com essa palavra.
Estudar sem uma dinâmica, sem um processo, é como água parada. Aos poucos vai apodrecendo, juntando mosquitos e lodos. E ao final, não serve para nada. Porém, o bom concursando é como um rio. Flui constantemente por águas límpidas, é inesgotável, dinâmico e se estende por longo território, sem nunca ser o mesmo, sempre renovado. A princípio os dois são águas. Mas as paradas não estão dentro de um processo. Já o rio, sim. Ele está num processo inesgotável. A água não pára de jorrar, seja pela sua fonte natural ou por seus afluentes, evapora, chove, e novamente brota.
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O que gostaria de falar hoje é que deixemos de lado aquele estudo monótono e tedioso, sinônimo de água parada, para dar fluidez ao nosso estudo, aplicando uma dinâmica saudável, motivante, como um rio que não pára de brotar. E para tanto, é preciso que tenhamos uma noção exata de um processo, que se renova cada vez que é cumprido, assim como o rio se renova cada vez que a água brota do chão, evapora e chove.
Então chega de filosofar a respeito, e vamos ao que interessa!
O estudo dinâmico faz parte de um processo. Processo é uma cadeia de ciclos que se repetem ao longo do tempo a medida em que são completadas. É um processo cíclico, que no nosso caso, culminará apenas com a aprovação!
O processo de aprendizagem, ou de aprovação, é composto por PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, IMPLEMENTO e CONTROLE. Esse processo é continuo. Ao acabar um ciclo desses, volta-se novamente ao planejamento e assim por diantes. Vou comentar brevemente sobre cada uma dessas etapas, mas pretendo me concentrar mais sobre o “controle”, muito pouco falado no mundo dos concursos.
Por planejamento entende-se a fase em que é definido os objetivos (qual área ou concurso quero me preparar), verifica-se qual a situação atual em relação a esse objetivo (qual é o meu histórico de aprendizagem? Quanto eu já sei sobre tudo aquilo que é pedido, o que tenho mais facilidade ou dificuldade?), visualiza-se o futuro (o edital será o mesmo? Terei quanto tempo até a prova? Terei tempo suficiente para estudar? Terei recursos para tanto?), analisá-se as alternativas de ação (será melhor largar meu emprego para estudar? É melhor estudar e trabalhar? Será melhor se estudar de manhã? De noite? Será melhor fazer cursinho? Estudar sozinho?). E finalmente, ESCOLHER UM CURSO DE AÇÃO entre as várias alternativas. Isso é claro, ponderado todos aqueles aspectos.
Ou seja, se acho que o edital virá a longo prazo, mas tenho pouco tempo e recursos para estudar, será melhor eu manter meu emprego, estudando de noite, e fazendo cursinho apenas de algumas matérias, o restante, estudando sozinho. Esse exemplo seria uma escolha de um curso de ação dentro de uma determinada situação particular.
Cada um de nós está dentro de uma determinada situação. Cada um de nós precisa fazer esse planejamento. Do contrário, você pode ter optado por um CURSO DE AÇÃO que ignora completamente a sua vida. Ou seja, utilizando ainda o exemplo acima, vc poderia ter escolhido largar o emprego, mesmo sabendo que o concurso viria a longo prazo e sabendo, ainda, que não teria recursos para se manter até lá. Seria realmente uma catástrofe, e iria influencia diretamente no seu processo de aprendizagem até a aprovação. Muito provável, essa pessoa teria que, em determinado momento, parar os seus estudos para arranjar um outro trabalho para conseguir se sustentar. O que poderia já ser evitado se fosse feito um bom planejamento.
O segundo passo dentro do processo é a ORGANIZAÇÃO. Por essa palavra entende-se escolher os recursos e meios necessários para alcançar aquilo que foi planejado e para dar infraestrutura ao curso de ação decidido. Ou seja, vamos, nesta fase, preparar nosso material, escolhendo os livros, cursos, imprimir leis, entre outras coisas “administrativas”, por assim dizer. Que não fazem parte diretamente da ação de estudar, mas que dão a base para tanto.
Não se organizar e já tentar se estudar é contraproducente. Uma vez que terá que parar a todo tempo para tentar prover as necessidades do seu dia-a-dia de estudo. É como se quisesse começar a estudar determinada matéria e não tivesse o livro necessário. Ou como aquele rio onde a água não brota mais. A organização alimenta a fase seguinte, que é a implementação.
Essa organização extrapola esses exemplos. Ela vai além, como a montagem do ciclo de estudos, separar as horas que vai gastar para cada tarefa, etc..., além disso, a organização também envolve preparar um local de estudos agradável, bem adaptado as suas necessitades, e vai até tarefas rotineirias, como limpar a sua mesa, deixar os materiais todos bem organizados, fáceis de serem acessados. Suprimir essa fase é impedir que a água brote do chão para alimentar o rio límpido, que aos poucos, então, se tornará um brejo de águas paradas.
Por organização, ainda entende-se todo o esforço que você terá que fazer para reorganizar a sua vida para que o concurso seja o centro, abrindo mão de muitas outras coisas temporariamente. É preciso reorganizar a vida para evitar que interesses opostos concorram com os estudos, sob pena de atrapalhar a concentração.
Durante nossa vida, temos diversas prioridades, muitas concomitantes. É preciso gastar tempo com família, carreira, amigos, trabalho, lazer entre muitas outras coisas. Qualquer um desses objetivos que concorram diretamente com os estudos podem atrapalhar em muito a sua organização. Nessa fase, tente resolver as questões pendentes que podem atrapalhar a sua concentração.
Faça um acordo com sua família, e mostre a ela seus planos e os benefícios que todos terão se conseguir alcançar a sua aprovação num excelente concurso. A melhor forma de tê-los como aliados é por meio de uma comunicação franca. Não somente ao fazer essa decisão, mas a todo momento vá comunicando com eles sobre a situação atual da sua preparação, e desabafe com eles também as suas angústias.
Organize também sua carreira. Se o seu objetivo mesmo for aprovação e está trabalhando numa iniciativa privada, tente assumir menos responsabilidade, evite assumir novas coisas, e não se importe mais em brigar por uma promoção ou cargo. Faço o mínimo necessário para cumprir com responsabilidade com seus deveres. Evite se desgatar fisico e emocionalmente no serviço. Tente poupar toda a força para os estudos. Organize-se!
Quanto aos amigos, é realmente uma fase complicada. Organize um tempo também para vê-los de vez em quando. Faça com que entendam a sua decisão, assim como fez com seus familiares. Os amigos são uma importante força. Isole-se mas não fique sozinho. Apesar de semelhante, essas duas palavras são bastante diferentes em seu conteúdo. Isolar-se é permanecer afastado de pessoas que se gostam reciprocamente. Sozinho é muito pior. É não ter ninguém para compartilhar. Evite ao máximo ficar sozinho. Se não tiver alguém, sempre tem concurseiros dispostos a compartilhar seus dramas.
A próxima etapa é o IMPLEMENTO. Não há muito o que dizer aqui. Implemento é realmente estudar. É desenvolver a capacidade de cumprir aquilo que já foi planejado e organizado. Não fazê-lo é também desperdicar todo esforço das etapas anteriores.
Um fator negativo que atrapalha muitos é a PROCRASTINAÇÃO, que é quando adiamos aquilo que deveríamos estar fazendo, que no caso, é estudar. Esse problema é deveras comum. É uma “dengue” que se desenvolve em águas paradas. Superar essa deficiência é realmente importante. A manutenção desse problema traz estresse, sensação de culpa, desânimo, e uma série de coisas negativas. Esse assunto poderia ser tema de um outro texto, uma vez ser bastante complexo.
Para superar esse problema, asism como qualquer outro, é reconhecendo essa deficiência e entendo os seus efeitos negativos. É muito pior se manter procrastinando do que efetivamente enfrentar os livros. Não há dor maior do que a da consciência. Por tanto, é preciso entender que vale muito mais a pena enfrentar os estudos a procrastinar. Além disso, procrastinar é reforçar um ciclo negativo, enquanto estudar, mesmo que seja um peso, vai ajudando aos poucos a superar essa deficiência, criando um ciclo positivo.
Muitos procrastinam por terem um medo de enfrentar os estudos, seja por ter receio de ser muito dificil, complicado, ou de que não vai aprender, ou qualquer outra coisa. Esse medo faz com que travemos. É natural. Em toda situação de medo, a gente trava. Eliminar esse medo, esse receio em falhar, ou de não aprender é fundamental para superar esse problema.
É necessário compreender que aprender e estudar não é uma coisa simples, não se “estuda, logo aprende”. Às vezes é necessário estudar por diversas vezes a mesma coisa até aprender. Têm muitas matérias complicadas, como contabilidade e economia. Não tenha receio em estudar e não aprender. É natural. Aprende-se em várias camadas, várias etapas, e aos poucos.
Outra coisa muito importante é a visualização da tarefa. Quanto maior você colocar aquilo como um desafio ou enxegar aquilo como uma coisa muito grande, mais medo e receio terá, e mais procrastinação poderá sofrer. Logo, enxergue as coisas como etapas, como processo. Olhar para aquele livro de contabilidade do Ricardo Ferreira e pensar que terá que aprender tudo até a prova pode ser realmente angustiante, porém se começar a pensar em querer aprender por etapas, com calma, será muito mais reconfortante, eliminando aquele medo de estudar.
E mais uma última dica, começe por tarefas simples, como limpando a mesa, separando o material, começe folheando o livro, revisando o que estudou por último, e vá entrando na matéria nova aos poucos, sem pressão.
PROCRASTINAÇÃO não é sinônimo de saco cheio, de cansaço. É um problema crônico, de ordem psicológica. Não é apenas uma indisposição casual. É algo recorrente e que se arrasta por diversas áreas na vida de uma pessoa. Portanto, se acha que está sofrendo desse problema e que está atrapalhando a IMPLEMENTAÇÃO de seus estudos, aconselho procurar uma ajuda profissional. Mais vale a pena parar um pouco os estudos e procurar um psicólogo, por exemplo, do que ficar meses atolado numa enrolação sem fim.
E por último a fase do CONTROLE, onde realmente gostaria de falar.
Por CONTROLE entende-se a fase de avaliar o desempenho atual em comparação com as metas planejadas lá em cima, na fase de planejamento. Além disso, nessa fase vão ser feitas AÇÕES CORRETIVAS de acordo com os resultados, influenciado diretamente a fase de planejamento seguinte, fechando-se todo o processo, e iniciando um novo.
A principal dificuldade nessa fase é conseguir avaliar com imparcialidade e objetividade o seu desempenho. É muito dificil ser isento nesta função. Há algumas pessoas que sempre subjulgam-se; outras, o contrário.
A melhor forma de se avaliar é comparando o desempenho anterior com o atual. É preciso tentar perceber se aquele planejamento efetivamente contribuiu para uma evolução no conhecimento.
Fazer simulados com provas anteriores, para mim, é a melhor forma. É possível ainda comparar o seu desempenho com o resultado real, se conseguir, é claro, o edital que ratificou as notas e seus aprovados. Simular provas continuamente é uma excelente forma de controlar esse processo de aprendizagem. Se o seu planejamento, organização e implemento realmente foi bem executado é fundamental que você observe em que pontos melhorou.
Porém, nem tudo são rosas. Como o conteúdo de um concurso de grande porte é extenso, é possível que tenha evoluído em diversos assuntos e piorado em outros. É natural pois talvez o seu planejamento não previu cobrir equilibradamente todos os pontos já estudado. Atente-se às partes onde se esqueceu ou estudou pouco, revise-os, e tente, no próximo planejamento, evitar que pontos fiquem sem ser estudados.
Um controle positivo com uma avaliação que notadamente mostra o quanto evoluiu é muito positivo. É muito motivante. É como uma queda d’agua que impulsiona o rio para frente, rumo ao mar.
A frequência dessa avaliação não necessita ser sempre ao final do processo. O controle pode ser permanente em todas as fases. Mesmo no planejamento, organização e implemento, você pode observar se os objetivos estão sendo cumpridos e alcançados. Quanto mais controle tiver sobre essas fases, melhor renderá todo o esforço.
Além desse tipo de avaliação, recomendo ser feito com frequência uma avaliação de todo o processo. Avaliar as coisas que faz que colaboram ou atrapalham os estudos.
Faça uma lista e coloque as COISAS QUE TÊM FEITO QUE CONTRIBUEM PARA A SUA APROVAÇÃO, bem como outra lista com as COISAS QUE TÊM PREJUDICADO OS ESTUDOS. E uma última com os PROBLEMAS ATUAIS QUE PRECISAM SER SOLUCIONADOS. Essas três listas serão parâmetro para recomeçar seu processo, alimentando a fase de planejamento.
Por exemplo, acordar cedo, tomar uma café da manhã rico em frutas e um pouco de carboidrato, estudar 5 horas pela manhã com 10 minutos de intervalo a cada 1 hora, alimentar-se equilibradamente durante o almoço, com muita salada e pouca carne vermelha, descansar 1 hora, recomeçar a estudar às 17h num ciclo de mais 3 horas. Jantar uma refeição leve, e dormir antes das 23 horas. Esse exemplo extenso seria uma lista de ações positivas que o candidato está fazendo, mesmo que não consiga todos os dias, que com certeza o levarão à aprovação. É como listar um dia perfeito de estudo. Essa avaliação mostra uma parte do modelo ideal de estudo.
Na lista das coisas que NÃO CONTRIBUEM PARA APROVAÇÃO, liste todas as suas atitudes negativas, como: acordar depois das 10h, procrastinar excessivamente, comer em exceço durante o almoço, dormir demais depois da refeição, utilizar muita internet durante o tempo de estudo, ficar ligando demais o telefone, dormir muito tarde, etc... São coisas que não colaboram na sua aprovação e que dará novo parãmetro para o seu planejamento.
Na última lista, coloque os PROBLEMAS QUE PRECISAM SER RESOLVIDOS. Por exemplo, dificuldade em revisar, deficiência em tal matéria, problemas de relacionamento com amigos ou familiares, falta de dinheiro, etc... liste tudo que é problema e que vem ou eventualmente venha a te perturbar. Durante a fase de estudo é preciso tentar ao máximo minimizar os problemas, pois eles influenciam diretamente no nosso aprendizado.
Controlar essas coisas é fundamental. Saber resolvê-las rapidamente é decisivo. Procrastinar para resolver problemas é deixar espaço para que eles cresçam mais ainda. Existem problemas complexos que aparentemente não tem solução. Se não há, aprenda a conformar-se, por ora, com essa situação. Deixe de encará-lo como um problema e tente se readaptar a essa nova situação.
Ao final, use todas essas informações para iniciar um novo processo, que passará por todas aquelas fases já descritas. Deixe essas listas visíveis para que você possa ver o que ajuda e o que não ajuda. Isso facilita muito pois várias vezes temos diversos vícios que não reconhecemos e isso prejudica muito conseguir vencê-los. Como disse antes, o primeiro passo para superar um problema ou deficiência é reconhecê-lo. Portanto, a lista negativa é fundamental para ajudar a reconhecer e evitar os problemas. Bem como a lista positiva é motivante para projetar um dia de ESTUDO PERFEITO.
Sei que é dificil conseguir todos os dias um ESTUDO PERFEITO, mas quanto mais vezes você passar por essas etapas de processo, mais filtrado você vai ficando. Quanto mais você PLANEJAR, ORGANIZAR, IMPLEMENTAR e CONTROLAR, melhor será o seu processo, uma vez que todos os esforços são no intuito de eliminar vícios e incentivar as virtudes.
Particularmente, passo por todos essas etapas a cada 1 ou 2 meses, dependendo da fase em que estou. É fundamental ter essa noção de evolução a cada processo completado. É muito motivante ver o quanto já andou, o quanto evoluiu, mesmo que ainda falte muito. Ver quantos problemas já resolveu, quantos vícios superou e quantas virtudes desenvolveu não tem preço. Alimentam em muito nossa disposição e concentração nos estudos.
E por fim, gostaria de falar que apesar dessas fases serem sequênciais, elas são interdependentes, influenciando e comunicando-se entre si. Nada impede de que me planeje e logo exerço um controle sobre aquilo que planejei, ou então, quando esteja implementando os estudos, reserve um tempo para me organizar. E assim por diante. Essas fases foram um ciclo que se comunica a cada instante.
Estudar sem estar dentro de um processo é, como disse, deixar a água parada para o lodo e os mosquitos. Não parar para analisar o quanto evoluiu, quais são os seu problemas e virtudes é não valorizar todo o esforço. E quem não olha pra si, quem não se conheçe, dificilmente consegue entender o caminho da aprovação.
Sun-tzu, o famoso estrategista militar chinês, dizia que quem vai pra luta e não conhece o inimigo está fadado à derrota. Quem conhece o inimigo tem 50% de chances. E quem conhece a si e o inimigo está fadado à vitória.
Texto um pouco longo, mas vale muito á pena!!
Bons estudos!!
Rafa
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